Banco Africano aprova apoio inédito de 288 milhões à África do Sul

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O Banco Africano de Desenvolvimento aprovou o primeiro empréstimo de sempre à África do Sul, o país mais afetado pela covid-19, com mais de metade dos casos no continente, de 288 milhões de dólares.

“O empréstimo de aproximadamente 288 milhões de dólares [248 milhões de euros] insere-se no pacote de 10 mil milhões de dólares [8,6 mil milhões de euros] de ajuda, vai financiar o Programa de Apoio e Resposta à Covid-19, e representa o primeiro apoio orçamental de sempre do BAD ao país”, lê-se num comunicado divulgado pelo banco com sede em Abidjan.

O anúncio da ajuda no valor de quase 250 milhões de euros surge nas vésperas da decisão que o Fundo Monetário Internacional tomará, na segunda-feira, sobre o pedido de ajuda das autoridades sul-africanas, no valor de 4,2 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros), comprovando a extensão das dificuldades do país.

“A capacidade da África do Sul em responder à pandemia tem implicações para os países vizinhos, bem como para o continente como um todo, dada a sua posição como segunda maior economia africana, a seguir à Nigéria”, diz o BAD.

Ainda antes da pandemia, a economia mais industrializada do continente, vizinha de Moçambique e próxima de Angola, estava já num forte abrandamento económico, tendo crescido apenas 0,2% no ano passado.

“De acordo com as nossas estimativas o PIB pode cair para o valor mais baixo nos últimos 90 anos, registando uma contração de 6,3% no cenário base e 7,3% no pior cenário”, lê-se no comunicado, que diz que o objetivo do programa é “proteger vidas e promover o acesso a equipamento de saúde, preservar empregos, rendimentos e segurança alimentar e proteger as empresas, apoiando a economia formal e informal”.

No texto que anuncia o empréstimo, o BAD diz que a África do Sul é o país mais preparado para responder à pandemia, segundo o Índice Global de Segurança em Saúde, “mas há significativos desafios no setor público de saúde, incluindo subfinanciamento e défice de pessoal”, algo que não acontece no setor privado, “inacessível para a maioria dos sul-africanos”.

De acordo com os dados apresentados esta amanhã pelo diretor do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (Africa CDC), John Nkengasong, a África do Sul tem 51% dos casos registados no continente.

A África do Sul é um dos cinco principais países do mundo em número de casos de covid-19 relatados e tem mais da metade dos casos no continente africano, com 394.948. O total de mortes registadas é de 5.940.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito em 14 de fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 617.500 mortos e infetou mais de 15 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.