Pandemia pode aumentar a desigualdade entre homens e mulheres, alerta o FMI

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A pandemia da COVID-19 pode comprometer os progressos alcançados pelas mulheres nas últimas três décadas para reduzir a desigualdade econômica em relação aos homens, destacou a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) no site da entidade, nesta terça-feira (21).

A crise de saúde, que gerará uma contração do PIB global de 4,9%, afeta mais as mulheres do que os homens, já que estas ocupam mais empregos nos setores mais atingidos, como indústria de serviços, comércio varejista ou a hotelaria.

Nos Estados Unidos, cerca de 54% das mulheres trabalham em setores nos quais o trabalho remoto não é uma possibilidade e no Brasil essa porcentagem chega a 67%.

O FMI observou que as mulheres também são prejudicadas pela a tendência de realizar mais trabalhos domésticos não remunerados. Em média, cerca de 2,7 horas por semana.

“Elas assumem essencialmente as responsabilidades familiares que derivam do confinamento, por exemplo o fechamento das escolas”, destacou o FMI.

E uma vez que a economia reabre, a situação não melhora já que os especialistas alertaram que é mais difícil para as mulheres encontrar trabalho em período integral.

O FMI destacou que é crucial que as autoridades “adotem medidas para limitar os efeitos adversos da pandemia para as mulheres”.

Neste sentido, a entidade elogiou a Coalizão Latino-americana para Empoderar as Mulheres, criada em abril a pedido da vice-presidência da Colômbia e Costa Rica e da Cepal.

Também celebrou as medidas adotadas na Áustria, Itália, Portugal e Eslovênia para conceder licença remunerada, embora parcial, aos pais com filhos menores de uma certa idade e também destacou uma iniciativa da França de dar permissão aos pais afetados pelo fechamento das escolas.

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