Londres e Bruxelas retomam negociações comerciais pós-Brexit

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O Reino Unido retoma, nesta terça-feira (21), as negociações em Londres com a União Europeia, com o objetivo de concluir um acordo comercial pós-Brexit o mais rápido possível.

Após 47 anos de união tempestuosa, o Reino Unido deixou o bloco comunitário em janeiro, mas o país tem até 31 de dezembro – quando o período de transição termina – para chegar a um acordo comercial com seu ex-parceiro.

Reunidos por três dias na capital britânica, os negociadores europeus e britânicos tentarão encontrar um campo de entendimento, apesar das divergências em áreas estratégicas.

A pandemia do novo coronavírus travou o diálogo e as intensas semanas de negociações em junho não conseguiram fazer a situação avançar, apesar da disposição do primeiro-ministro Boris Johnson.

“Divergências consideráveis permanecem em várias questões importantes”, como a pesca e a soberania britânica, disse na segunda-feira o porta-voz de Boris Johnson.

Ele acrescentou que o Reino Unido “continuará a colaborar construtivamente” com a UE, mas alertou que o tempo está se esgotando, já que o Executivo britânico se recusou a estender o período de transição.

“Não queremos que as negociações se arrastem até o outono”, afirmou. “Queremos avançar o mais rápido possível para trazer segurança e clareza às empresas, e isso não mudou”.

Já a União Europeia parece ter menos pressa, considerando que os negociadores têm até o final de outubro para um acordo em potencial, que deverá ser ratificado pelos parlamentos europeu e britânico.

Boris Johnson finalmente aceitou que as negociações continuassem até o final de agosto, apesar de inicialmente dizer que deveriam terminar em julho, segundo uma fonte citada neste fim de semana pela imprensa britânica.

E isso, por causa do “abismo” que separa ambas as partes.

O negociador britânico David Frost e seu colega europeu Michel Barnier lançaram esta nova rodada de negociações na segunda-feira à noite durante o jantar.

Na semana passada, Londres apresentou os detalhes de suas primeiras propostas sobre o gerenciamento de suas fronteiras após o Brexit, insistindo que entrariam em vigor, independentemente do acordo alcançado com Bruxelas.

O projeto, que prevê uma aplicação gradual da lei de fronteiras durante os primeiros seis meses de 2021, foi amplamente criticado pelo Times neste fim de semana, pelo “aumento dos custos” que implicará e por sua complexidade “burocrática”.

Assim, o setor de transporte de mercadorias considerou que, de acordo com as novas regras, três quartos das transportadoras britânicas podem não ter as autorizações necessárias para transportar mercadorias no Reino Unido se britânicos e europeus não conseguirem chegar a um acordo.

Se isso acontecer, a relação comercial entre os ex-parceiros será regida pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), com suas altas tarifas, a partir de janeiro de 2021.

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