Fitch mantém rating do Banco Africano de Desenvolvimento no melhor nível

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A agência de notação financeira Fitch Ratings anunciou hoje que decidiu manter o ‘rating’ do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) em AAA, o mais elevado dos níveis de avaliação, anunciando também uma Perspetiva de Evolução Estável.

“O rating de AAA do BAD é sustentado pelo extraordinário apoio que recebe dos seus acionistas, e é também apoiado pelo ‘rating’ intrínseco do banco, que foi revisto em baixa de ‘aa’ para ‘aa-‘ para refletir a previsível deterioração na qualidade dos ativos do banco em resultado da crise da covid-19”, lê-se numa nota da Fitch enviada hoje à Lusa.

A Fitch assume que o aumento de 125% do capital a partir de 2021, decidido na assembleia-geral de outubro do ano passado, será materializado sem problemas, e que “todos os acionistas não regionais farão o seu primeiro pagamento antes de outubro do próximo ano, já que de outra maneira enfrentariam o risco de as suas ações serem invalidadas”.

Na nota que acompanha a explicação da decisão, a Fitch Ratings, detida pelos mesmos donos da consultora Fitch Solutions, diz que as dúvidas sobre a atuação do presidente do banco, levantadas por um conjunto anónimo de trabalhadores e que levou os EUA a pedirem uma avaliação independente da atuação do presidente do banco, Akinwumi Adesina, não deverá ter consequências.

“Na opinião da Fitch, a avaliação independente iniciada pelo conselho de governadores sobre o processo e o relatório do Comité de Ética, que exonerou o presidente das alegações de irregularidades, será resolvida brevemente e não vai afetar a trajetória da subscrição de capital por parte dos acionistas”, lê-se no relatório.

A agência de rating assume um aumento dos empréstimos em cerca de 8% ao ano, em média, “o que incorpora um aumento significativo dos desembolsos, especialmente este ano, em que o banco garanta financiamento de emergência aos seus clientes que enfrentam a pandemia de covid-19”.

O número de mortos em África devido à covid-19 passou na segunda-feira a barreira dos 15 mil, em mais de 720 mil infetados, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito em 14 de fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 606 mil mortos e infetou mais de 14,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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