Biocom produz 50 mil toneladas de açúcar

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Cinquenta mil toneladas de açúcar foram produzidas pela Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), volvidos três meses desde o arranque da campanha 2020, representando um aumento de oito mil toneladas do produto, comparativamente ao igual período do ano transacto.

A informação foi prestada hoje (segunda-feira), pelo director de Operações Agro-industriais da referida unidade, Ricardo Guerra, dando conta que a campanha deste ano iniciada em Abril último, serviu igualmente para a produção de sete mil metros cúbicos de etanol.

Fez saber que nos próximos três meses, prevê-se produzir mais 65 mil toneladas de açúcar, 11 mil metros cúbicos de etanol, totalizando respectivamente uma produção de 115 mil toneladas (mais 100 mil) e 18 mil metros cúbicos de etanol (mais 6 mil), contando para tal com 22 mil e 500 hectares de cana-de-açúcar já em colheita.

Garantiu que as metas para este ano serão atingidas, pelo facto de se estar na época do ano em que se regista o pico de produção, devido a maior concentração de açúcar no canavial, o que possibilita mais extracção de sacarose (substância química extraída da cana-de-açúcar).

Em termos de processamento, disse que são empacotados entre 15 e 16 mil sacos de 50kg/dia de açúcar, situando-se na ordem dos 60 por cento da capacidade instalada.

Por outro lado, Ricardo Guerra adiantou que a empresa está a desenvolver um programa voltado à compra de cana-de-açúcar produzida pelos camponeses do município de Cacuso, de modo a sustentar a unidade fabril.

Entretanto, o director precisou que com a produção deste ano, a Biocom pretende atender 35 por cento da necessidade de consumo de açúcar do país (300 mil toneladas/ano) e poupar cerca de 110 milhões de dólares norte-americanos, contra os 100 milhões de 2019, que seriam canalizados na importação deste bem.

Queimadas 

Oitocentos e 46 hectares de cana-de-açúcar da Biocom foram destruídos, de Junho a presente data, por queimadas anárquicas, perpetradas por caçadores furtivos da região.

A informação foi dada pelo coordenador da segurança patrimonial para indústria da empresa, Jorge Raposo, que disse serem práticas recorrentes no município de Cacuso e têm devastado igualmente várias lavras de camponeses das redondezas da Biocom.

Até ao momento, acrescentou, as perdas estão estimadas em cerca de 250 milhões de kwanzas, para além das implicações negativas na transformação do açúcar em etanol, tendo em conta o nível de carbonização do canavial.

Fez saber que a Polícia Nacional tem o domínio da situação, numa altura em que já foram condenados dois cidadãos envolvidos nessa prática.

Instalada no Pólo Agro-industrial de Capanda, no município de Cacuso, a Biocom ocupa uma área de 81 mil e 201 hectares, dos quais 11 mil e 55 estão reservados à preservação da fauna e flora, 70 mil e 102 mil hectares virados à produção agrícola, prevendo até 2025, atingir a produção de 256 mil toneladas de açúcar.

A actualmente, a empresa conta com três mil trabalhadores, entre nacionais e expatriados.

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