Testes com vacinas dão esperanças ante a pandemia, que acelera em África

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Os avanços com dois testes de vacinas em potencial contra a COVID-19 lançam uma luz de esperança nesta segunda-feira (20) na luta global contra a pandemia, que acelera em África, um continente que até agora tinha sido afetado levemente.

Dois projetos de vacina, um britânico e outro chinês, demonstraram ser seguros para os pacientes e produziram resposta imunológica importante, segundo resultados dos testes clínicos publicados nesta segunda na revista médica The Lancet.

Os testes, no entanto, ainda estão em fase preliminar e são necessários provas com mais participantes antes de sua aplicação em larga escala no combate à pandemia, que deixou mais de 607.000 mortos e 14,5 milhões de infectados no mundo desde o final de dezembro, segundo o balanço mais recente da AFP, baseado em fontes oficiais.

A doença registrou recidivas em vários pontos do planeta e castiga particularmente a América Latina e o Caribe, que somam 162.654 falecidos e 3.835.897 casos.

E a África, que soma 15.202 óbitos, segundo dados coletados nesta segunda pela AFP, passou a estar no foco da Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou sua preocupação com a “aceleração” da pandemia neste continente.

A União Europeia, enquanto isso, segue em busca de um acordo para um ambicioso plano de apoio econômico que faça frente à crise provocada pelo coronavírus.

Os Estados Unidos continuam sendo o país mais afetado do mundo, tanto em número de mortos quanto em contágios, com mais de 140.000 falecidos em quase 3,8 milhões de casos.

– Esperança por duplo lançamento –

Os dois projetos que fazem vislumbrar uma futura vacina contra a COVID-19, segundo resultados publicados nesta segunda-feira, foram desenvolvidos em separado, um pela Universidade de Oxford em associação com a AstraZeneca, e o outro em Wuhan (China) por pesquisadores de vários organismos e financiado pelo grupo de biotecnologia CanSino Biologics.

O primeiro gerou “uma forte resposta imunológica” em um teste com mais de mil pacientes, enquanto o segundo provocou em outro teste forte reação de anticorpos na maioria dos aproximadamente 500 participantes.

Estes testes clínicos ainda estão em fase preliminar e sua eficácia deve ser estabelecida em provas com um número mais significativo de participantes, antes de contemplar sua comercialização em larga escala.

No entanto, os resultados eram muito aguardados num momento em que cientistas e laboratórios de todo o mundo travam uma corrida contra o tempo contra a COVID-19.

– OMS preocupada com a África –

O diretor de emergências sanitárias da OMS, Michael Ryan, manifestou sua preocupação com o avanço da doença no continente africano.

“Estou muito preocupado com o fato de que começamos a ver uma aceleração da doença em África e todos devemos levar isto muito a sério e mostrar solidariedade”, declarou.

O especialista mencionou especialmente a África do Sul, o país mais castigado do continente pela pandemia, que superou a barreira dos 5.000 mortos no domingo.

“A África do Sul corre o risco de ser um precursor do que vai acontecer no restante da África”, advertiu.

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