Angola ainda sem stocks de antirretrovirais

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A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, diz que a falta de antirretrovirais em Angola está associada a pandemia da covid-19 que chamou para si todo o protagonismo mundial.

O Governo angolano considera que a rotura de ‘stock’ de antirretrovirais no país “decorre da conjuntura internacional, devido à covid-19”, garantindo que “tudo está a ser feito para que esses medicamentos não faltem aos doentes”.

“O HIV/Sida é uma grande preocupação tendo em conta o grande desafio que mundo enfrenta por esta altura com os antirretrovirais. A OMS alertou para essa grande dificuldade, a fabricação destes fármacos sofreu um grande impacto pela covid-19 e nós continuamos a trabalhar com as agências das Nações Unidas para minimizar o impacto deste desafio no nosso país e garantir stocks para o tratamento dos nossos pacientes”, disse a ministra.

A Rede Angolana das Organizações de Serviços de Sida e Grandes Endemias (Anaso) anunciou, no mês de junho, que Angola está com rotura dos ‘stocks’ de antirretrovirais de segunda linha e que a situação “pode alargar-se” aos medicamentos de primeira linha.

Em carta aberta enviada à Lusa, na altura, a organização não-governamental disse que a situação de antirretrovirais de segunda linha em Angola “é complicada” porque, explica, “muitas pessoas vivendo com o VIH/Sida estão sem medicação há algum tempo”.

“O país vive nesse momento uma situação de rotura de ‘stocks’ dos medicamentos de segunda linha, o que pode obrigar os pacientes a evoluir para uma situação de terceira linha, de que o país infelizmente não dispõe, porque as drogas são muito caras e ultrapassam a disponibilidade financeira do Governo”, lê-se no documento.

A Anaso manifestou também preocupação com os antirretrovirais de primeira linha, cuja disponibilidade “é limitada”, considerando ser “urgente o reforço do abastecimento logístico nos próximos tempos para não entrarmos novamente numa situação de rotura”.

Segundo estatísticas da ONG, Angola conta com cerca de 350.000 pessoas vivendo com o VIH/Sida, das quais 93.000 estão a fazer terapia antirretroviral e destas cerca de 30% faz tratamento de segunda linha.

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