Governo alerta para fraudes com testes e “altas” de quarentena

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As autoridades sanitárias angolanas alertaram hoje para a existência de fraudes relacionadas com cobrança de valores para entrega de testes negativos à covid-19 ou “altas” de quarentena, salientando que em Angola os cuidados de saúde são gratuitos.

Segundo o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, existem pessoas que têm abordado viajantes, por exemplo, de voos humanitários cobrando entre 50 mil a 600 mil kwanzas (77 a 920 euros) para ter alta precoce dos centros de quarentena públicos ou resultados negativos nos testes rápidos.

O responsável da Saúde lembrou que as únicas entidades para acompanhamento e testagem são as autoridades sanitárias “na base de critérios específicos” e destacou que “não há cobrança de nenhum tipo”, recordando “que os cuidados de saúde são gratuitos”.

Os passageiros que viajem para Angola, cujas fronteiras estão fechadas desde 20 de março, em voos humanitários, são obrigados a trazer um teste à covid-19 de base molecular e a cumprir um período de quarentena institucional de, no mínimo, sete dias.

A quarentena pode ser cumprida num centro público, gratuitamente, ou numa unidade hoteleira autorizada pelo ministério da Saúde, sendo os custos suportados pelo viajante neste caso.

Após o período de quarentena, o viajante terá de fazer um novo teste, com resultado negativo, para que lhe seja concedida a “alta”.

Os testes são feitos pelos laboratórios públicos, sem custos, para quem se encontra em centros de quarentena, mas podem também ser feitos por clínicas privadas autorizadas, com um preço que ronda os 200 mil kwanzas (306 euros).

É igualmente exigido um teste rápido a quem pretende viajar para fora da província de Luanda, que se encontra sob cerca sanitária.

Nos últimos dias, longas filas de camiões acumularam-se nos principais pontos de entrada e saída de Luanda, enquanto os camionistas aguardavam para fazer a testagem.

Angola anunciou hoje mais 49 infeções por covid-19 nas últimas 24 horas, somando agora 687 casos dos quais 29 óbitos, 210 recuperados e 448 ativos.

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