Mineiros moçambicanos regressam ao emprego na África do Sul

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Cerca de 500 mineiros moçambicanos foram testados para a covid-19 pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) no centro clínico na fronteira de Ressano Garcia e estão prontos para voltar ao trabalho na África do Sul.

“Quinhentos mineiros testados para o vírus pela sua agência de emprego receberam análises do centro de saúde ocupacional da OIM na fronteira de Ressano Garcia”, lê-se num comunicado da OIM que dá conta que “milhares de mineiros moçambicanos estão a voltar ao trabalho na África do Sul pela primeira vez desde que as fronteiras fecharam em março devido à pandemia de covid-19”.

Os primeiros trabalhadores que foram chamados para voltar às minas estão em quarentena na África do Sul durante 14 dias e mais três mil serão testados no centro nas próximas semanas, acrescenta-se no texto hoje divulgado pela OIM.

A OIM “tem décadas de experiência na ajuda aos Estados-membros com um conjunto de capacidades na gestão de fronteiras e questões de saúde” e defende “que os sistemas de mobilidades sejam testados em termos de saúde, vendo o planeamento da integração dos migrantes como uma um peça fundamental dos esforços de recuperação socioeconómica”.

As minas de ouro e platina na África do Sul empregam cerca de 45 mil trabalhadores migrantes e a sua contribuição é considerada essencial para a retoma da atividade económica nesta região.

O centro clínico foi lançado com financiamento do Centro para o Controlo de Doenças dos Estados Unidos da América e é atualmente apoiado pelo Banco Mundial, lê-se ainda na nota.

África registou, nas últimas 24 horas, mais 355 mortes, totalizando 14.399 vítimas mortais devido à covid-19, em mais de 664 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de infetados subiu para 664.051, mais 19.846 que na quinta-feira, sendo hoje o número de recuperados de 345.321, mais 10.774.

A África Austral contabiliza o maior número de casos (335.828) e regista 4.891 mortos, a grande maioria concentrada na África do Sul, o país com mais infetados e mais mortos em todo o continente, com 324.221 casos e 4.469 vítimas mortais.

Moçambique conta 1.383 infetados e nove mortos.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egito em 14 de fevereiro e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 585.000 mortes e infetou mais de 13,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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