Mais de 15 milhões de crianças em risco de desnutrição profunda em África – ONU

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Mais de 15 milhões de crianças menores de 05 anos poderão sofrer desnutrição aguda na África Ocidental e Central este ano se não forem tomadas medidas, um número “sem precedentes”, advertiram hoje duas organizações da ONU.

“Prevê-se que haja 15,4 milhões de casos de desnutrição aguda em crianças menores de cinco anos na África Ocidental e Central este ano – um terço deles na sua forma mais grave – se não forem tomadas agora as medidas adequadas”, avisam o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Programa Alimentar Mundial (PAM), num comunicado emitido em Dakar, Senegal.

Este número, que inclui novos casos e recaídas na mesma criança, representa um aumento de 20% em relação às estimativas feitas em janeiro deste ano e deve-se aos efeitos combinados da insegurança alimentar e da covid-19 na desnutrição aguda em 19 países destas regiões.

A pandemia está a afetar os sistemas alimentares da zona, onde o preço dos produtos básicos aumentou e o acesso aos mesmos tem sido complicado devido aos rendimentos das famílias reduzidos por restrições de movimento impostas nos últimos meses para limitar a progressão da doença.

“As crianças que sofrem de desnutrição aguda grave correm maior risco de sofrer complicações relacionadas com a covid-19”, referiu a diretora regional da Unicef para a África Ocidental e Central, Marie-Pierre Poirier.

“Devemos trabalhar em conjunto para melhorar o acesso a alimentos nutritivos e assegurar que existam fortes ações preventivas para proteger as crianças de cair na armadilha viciosa da desnutrição e da doença”, disse o diretor regional do PAM para a África Ocidental e Central, Chris Nikoi.

No início do ano, esperavam-se 4,5 milhões de casos de subnutrição aguda em seis países da região do Sahel (Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal).

Contudo, hoje em dia, com a pandemia causada pelo novo coronavírus e a crescente insegurança, que em países como o Mali e Burkina Faso estão a provocar deslocações maciças da população e a limitar o acesso aos serviços básicos, esse número aumentaria para quase 5,4 milhões.

Para além de conflitos, violência armada e pandemias, os fatores agravantes incluem níveis elevados de doenças infantis e transmitidas pela água, como diarreia, sistemas de saúde fracos, acesso deficiente a água potável e nutrição materna deficiente.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 590 mil mortos e infetou mais de 13,83 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em África, há 14.399 mortos confirmados em mais de 664 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.