Governo analisa situação da IURD

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, anunciou, esta sexta-feira, em Luanda, que o Governo fará a apresentação de um informe, aos deputados, sobre a crise na Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Conforme a governante, que falava durante a discussão, na especialidade, do OGE 2020 revisto, o assunto não pode ser analisado unicamente do ponto de vista religioso, mas das consequências políticas e diplomáticas.

Sem avançar datas, adiantou que o Presidente da República, João Lourenço, deu orientações no sentido de se tratar a questão com as comissões de especialidade da Assembleia Nacional.

Segundo Carolina Cerqueira, a comissão criada deverá transmitir, aos deputados, informações sobre os passos dados pelo Executivo.

De acordo com Carolina Cerqueira,  os membros da comissão multissectorial da religião, coordenada pela ministra da Cultura, Turismo e Ambiente, Adjany Costa, estão a tratar do assunto com toda tranquilidade e ponderação.

Para a ministra, há casos de justiça, há casos com indícios de crimes e devem ser tratados em fórum próprio e pelas entidades competentes.

“Pensamos que há indícios de alguns crimes de violência física e verbal, que merecem tratamento dos órgãos competentes, de acordo com a lei angolana”, declarou.

Os bispos e pastores angolanos, que se demarcaram da ala brasileira fiel a Edir Macedo, ocuparam algumas igrejas em Luanda e nas províncias de Benguela, Huambo, Malanje, Namibe e Cuanza Sul.

Os angolanos acusam os brasileiros de irregularidades e montaram o seu “estado-maior“ na Catedral do Morro Bento, localizada na Avenida 21 de Janeiro.

Liderados pelo bispo Valente Bizerra, os pastores angolanos decidiram romper, em Novembro do ano passado, com a representação brasileira em Angola encabeçada pelo bispo Honorilton Gonçalves.

A medida foi tomada na altura por alegadas práticas doutrinais “contrárias” à religião, como a exigência da prática da vasectomia, castração química, além da evasão de divisas para o exterior do país.

Organizados num grupo que decidiram apelidar de Comissão de Reforma de Pastores Angolanos (CRPA),  justificaram o acto com o facto de os bispos e pastores brasileiros continuarem a revelar “forte ganância” pelo dinheiro dos fiéis.

Apontam também a promoção, pelos brasileiros, de práticas de racismo, discriminação social, abuso de autoridade, faltas de respeito e humilhações públicas contra os angolanos.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.