Reservas Internacionais líquidas ainda cobrem 11 meses de importações – BNA

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O governador do Banco Nacional de Angola disse hoje, em Luanda, que as Reservas Internacionais líquidas, situadas em 10,2 mil milhões de dólares (8,9 mil milhões de euros), cobrem ainda 11 meses de importações.

José de Lima Massano respondia, na Assembleia Nacional, às preocupações levantadas pelos deputados no âmbito da discussão e aprovação na generalidade da proposta do Orçamento Geral do Estado revisto para o exercício económico de 2020.

Segundo o responsável do banco central angolano, a política monetária vai continuar a ser conduzida no sentido da eliminação dos desequilíbrios que as contas externas vinham apresentando.

“No ano de 2018, conseguimos já ter saldos positivos da conta corrente da balança de pagamentos, cerca de 7% do PIB (Produto Interno Bruto), voltámos a registar saldos positivos no ano de 2019, cerca de 6% do PIB e neste ano de 2020, um ano desafiante, procuraremos manter o mesmo ritmo, tendo como ajustador a taxa de câmbio”, referiu.

Neste momento, prosseguiu o governador do BNA, ainda com o sentido do equilíbrio das contas externas, as reservas internacionais líquidas situam-se em cerca de 10,2 mil milhões de dólares.

O dirigente reafirmou que o banco central angolano vai continuar a conduzir a política monetária com pragmatismo e realismo, de modo a conter o abrandamento do ritmo de crescimento de preços na economia, processo iniciado em 2018, em que a inflação se situou em 18%, baixando para 17% em 2019, esperando-se um aumento pare este ano de 25%.

Os meses de fevereiro, março e abril tiveram um ritmo acentuado de crescimento, mas no mês de junho houve um recuo no ritmo de crescimento de preços, indicou José de Lima Massano.

“Ou seja, os preços continuam a crescer, mas a um ritmo mais lento. Temos um acumulado dos primeiros seis meses do ano, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, de inflação na ordem dos 11,8%”, disse.

Sobre o tema da especulação dos preços, o ministro do Indústria e Comércio, Victor Fernandes, disse que todos os organismos de fiscalização estão concentrados para garantir que não haja nenhuma tendência especulativa relacionada com a diminuição de ‘stocks’.

“Até agora estamos a acompanhar e o registo que temos dos operadores é de que neste momento a situação está ainda dentro dos limites normais”, referiu.

Victor Fernandes referiu que devido à pandemia da covid-19 alguns dos principais fornecedores estão também com preocupação relativa aos seus ‘stocks’ e ao nível do Ministério do Comércio, porque ainda é grande a demanda da importação para o ‘stock’ alimentar, a atenção é grande no que se refere aos fornecimentos do exterior.

“Assim, estamos a acompanhar de muito perto os movimentos que indiciem alguma situação de fraca capacidade de oferta no sentido de rapidamente controlarmos aquilo que é o nosso ‘stock’ alimentar”, salientou.

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