SADC quer intensidade na testagem em massa

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A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) exorta os Estados-Membros dessa região a intensificarem a testagem em massa, para a identificação do maior número possível de casos positivos da covid-19 no seio da população.

Segundo o Relatório sobre a Evolução da Pandemia na Região, chegado a Angop, a SADC encoraja igualmente os países membros a aumentar a capacidade de testagem, utilizando vários métodos inovadores, como os testes de anticorpos que determinam o estado de exposição das pessoas.

O documento refere que a introdução de vários métodos de testagem será fundamental para aferir o real quadro epidemiológico de cada país e determinar o regresso dos trabalhadores ao local de trabalho, uma realidade já em prática em Angola, com testes selectivos e massivos.

Nesse âmbito, o Governo de Angola iniciou, na última quarta-feira (dia 8), nas províncias do Cuanza Norte e de Luanda, a campanha de testagem rápida aleatória em massa, visando avaliar o grau de imunidade das pessoas e rastrear potenciais casos positivos de covid-19 nas comunidades.

Em três dias, testou-se 10 mil 186 pessoas, entre vendedores e moradores dos mercados de Luanda, designadamente Catinton (Maianga), 30 (Viana), Kikolo (Cacuaco) e ASA Branca (Cazenga), e do bairro Mártires do Kifangondo, bem como no município do Cazengo, província do  Cuanza Norte.

Das mais de 10 mil pessoas, sete mil e 500 foram testados na capital do país, sendo que apenas 57 amostras, que representam 0.8 por cento, têm a expressão na fase activa ou transitória de exposição à covid-19, pelo que estão a ser reconfirmados com teste de biologia molecular.

Nesta senda, o relatório da SADC também dá a conhecer que o Senegal, através do seu Instituto Pasteur, em parceria com a sociedade britânica Mologic, planeia produzir kits de testagem da covid-19 de 10 minutos, com o objectivo de os distribuir aos outros países.

O documento realça que a sociedade Mologic é especializada no diagnóstico rápido de epidemias, tais como a ébola, o sarampo, a febre-amarela, dengue e a malária, tendo recebido uma subvenção de um milhão de Euros do Governo britânico.

O valor destina-se à materialização deste projecto, em parceria com o Instituto Pasteur, em Dakar (Senegal), pelo que com a doação os testes da covid-19 custarão menos de um dólar e serão 5 a 20 vezes mais baratos do que os actuais testes moleculares.

De acordo com a SADC, os ensaios do kit de testagem já começaram no Senegal e serão alargados a outros países africanos na próxima fase.

Por outro lado, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral exorta os Estados-Membros que tencionam levantar as regras de confinamento a fazerem-na de forma faseada, sem comprometer os esforços de redução da transmissão do vírus Sars-Cov-2.

Reitera ainda que os países que pretenderem reabrir os estabelecimentos de ensino devem ponderar a possibilidade de estabelecer os requisitos mínimos básicos, que deverão incluir, entre outros, a disponibilização de instalações básicas de higiene, água e disponibilidade de triagem.

O Governo de Angola previa o reinicio das aulas nesta segunda-feira (dia 13 de Julho), mas devido ao aumento considerável de casos positivos de covid-19 cancelou essa pretensão até que as condições sejam favoráveis.

Fundada em 1992, a SADC é uma organização formada e apoiada por países da África Austral,  visando promover a cooperação socioeconómica, política e de segurança a nível dos seus membros, bem como fomentar a integração regional, a fim de alcançar a paz, a estabilidade e riqueza.

Angola, Botswana, União das Comores, República Democrática do Congo (RDC), Eswatini, Lesoto, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seychelles, África do Sul, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe constituem os 16 Estados-Membros desse bloco regional.

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