Sondagem mostra que luandenses têm mais medo de ficar infetados do que ficar sem alimentos

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O receio de ser contaminado pela covid-19 surge em primeiro lugar numa pesquisa sobre a pandemia feita à população de Luanda, ao que se segue o medo de faltar alimentos, revela uma sondagem realizada pela Marktest Angola.

Os resultados da oitava sondagem, realizada a 355 pessoas residentes em Luanda, com mais de 15 anos, através de um questionário com cinco questões, recolhidos entre os dias 02 e 06 de julho, foram hoje apresentados em Luanda.

A pesquisa adianta que 46% dos luandenses manifestaram receio de ser contaminados pela covid-19, que 14% tem medo que faltem alimentos e 8% que o sistema nacional de saúde não assegure a resposta necessária à pandemia, a par de não sobreviver ao vírus.

Em contrapartida, 84% da população de Luanda sabe a quem se dirigir em caso de suspeita de ter contraído o vírus, que já fez em Angola, desde março passado quando surgiu o primeiro caso, 458 infetados e 23 óbitos.

Relativamente à maior ou menor preocupação desde o início da pandemia no país, 73% dos luandenses manifestaram-se “muito mais ou mais preocupados” e quanto às últimas medidas tomadas pelo Governo 65% estão de acordo e 25% não concorda.

“Comparativamente ao início de abril, verifica-se que os atributos que sofreram uma maior alteração face ao início de abril foram a confiança (-18%), calma/tranquilidade (-14%), a descontração (-9%) e a boa disposição (-9%)”, indica a sondagem.

Também a ansiedade/stress decresceu (-13%), mas a insegurança subiu (12%), comparativamente ao início de abril, sendo que “os três atributos que melhor demonstram atualmente o estado de espírito dos luandenses é a preocupação (56%), a calma (41%) e o sentimento de insegurança (35%)”.

Depois desta sondagem, uma outra será realizada para saber se as novas medidas de prevenção e combate à pandemia são ou não do agrado da população de Luanda, o epicentro da doença e sob cerca sanitária.

Segundo a diretora da Marktest Angola, Ana Pereira, o objetivo do estudo é perceber o que as pessoas pensam sobre a nova realidade, como é que estão a viver e como estão até a reinventar-se nesta fase.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.