Mais de 190 funcionários do BPC já receberam carta de despedimento

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Cerca de 192 funcionários do Banco de Poupança e Crédito (BPC) já receberam as suas cartas de despedimento, informou o presidente do Sindicado Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SINEBA), Filipe Makengo, em declarações `a Rádio Nacional de Angola.

De acordo com o responsável, existem outras vias a seguir ao invés de mandar os seus funcionários para o desemprego e aconselhou o banco a recuar na sua decisão de despedir mais 1.600 trabalhadores, alegando que o BPC pode negociar com os seus acionistas e analisar a carteira de crédito malparado.

“O banco preconiza, no cômputo geral, despedir 1.600 trabalhadores e nesta primeira fase ´já foram entregues cartas de aviso prévio a um universo de 192 trabalhadores, cujo as agências e postos de atendimento foram encerrados”, informou Filipe Makengo.

“Diante desta situação, o sindicato analisando as propostas e o pacote de benefícios que banco concedeu, demonstramos a nossa inquietação, pensamos que haveria um outro caminho a seguir ao invés de mandar, mais uma vez, os trabalhadores para a miséria”, aconselhou o sindicalista que em seguida questionou, “porque não meter a mão nos custos com terceiros, porque não ver a carteira de crédito malparado e negociar com os acionistas outras formas que não visasse o despedimento dos trabalhadores”.

A instituição bancária anunciou, recentemente, que vai encerrar 53 agências/postos de atendimento, a partir do dia 13 de Julho próximo, em várias províncias do país.

Esse passo marcará o início do processo de despedimento de pessoal no maior banco público do país, que viu os seus activos deterioram-se nos últimos sete anos, com prejuízos acumulados, até dezembro de 2019, de 404,7 mil milhões de kwanzas.

A redução do pessoal resulta de um conjunto de medidas adoptadas para reduzir os custos operacionais, que actualmente são de longe superiores aos proveitos, segundo o seu presidente, André Lopes.

O redirecionamento da força de trabalho obedecerá modalidades de reforma antecipada, “out charsing” de serviços auxiliares, extinção de postos de trabalho, decorrentes de encerramento de agências, e rescisão contratual por mútuo acordo.

Consciente do momento difícil que o país enfrenta e tendo em conta a responsabilidade social do BPC, o conselho de administração propõe-se a recompensar cada colaborador afectado neste processo, através de um pacote de compensações e benefícios.

Além das indenizações prevista na Lei Geral de Trabalho, o banco propõe-se em proceder a indenizações calculadas nos termos da Lei Geral de Trabalho e acrescida de uma compensação financeira de 20 por cento.

Os trabalhadores afectados também poderão beneficiar de perdão de crédito, até ao montante global de 15 milhões de kwanzas, desde que contraído até 31 de Março de 2020, concessão de crédito até três milhões de kwanzas, para início da actividade económica e pagamento de duas ações de formação profissional por cada colaborador.

Para os colaboradores a serem abrangidos pelos despedimentos por mútuo acordo, o banco promete a manutenção do seguro de saúde durante seis meses.

Na esteira desse processo, vai despedir um terço da força de trabalho, contabilizada em 4800, o que implicará um esforço de tesouraria de 18 mil milhões de kwanzas.

Além desta e outras medidas, o banco, que vive uma crise crónica de liquidez, definiu uma recapitalização avaliada em 748,3 mil milhões de kwanzas, no período de 2020.

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