Pescador da Praia do Bebé continua desaparecido no mar

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O pescador Venâncio Segunda, de 21 anos, continua desaparecido desde a noite do dia 25 de Junho, na sequência de um naufrágio durante a actividade de pesca artesanal no mar da comuna da Praia do Bebé, município da Catumbela, apurou a ANGOP no local.

O pescador, que foi ao mar pela sétima vez, desde que abandonou o oficio de radiotécnico, pescava sozinho numa pequena embarcação, conhecida como bimba ou cachimbala, geralmente feita de paus de bambu e esferovite, e presume-se que terá se desequilibrado e caído à água.

A informação foi avançada, segunda-feira, pelo responsável do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Serviço Provincial de Benguela de Protecção Civil e Bombeiros, Jorge David, confirmando que a referida embarcação já deu a costa a flutuar, apenas com os pertences do pescador.

“Até ao preciso momento, desconhece-se o paradeiro do pescador”, acentuou, afirmando que as autoridades de segurança marítima estão a fazer o patrulhamento da zona e buscas no mar para tentar localizar o corpo da vítima.

Preocupado com os casos de desaparecimento de pescadores em Benguela, sobretudo este ano, Jorge David alerta os homens do mar para os perigos que enfrentam e que têm de levar coletes salva-vidas e cabos de reboque, a fim de evitar perdas humanas.

Para o caso concreto de embarcações artesanais, principalmente aquelas de bambu, sublinhou que não devem pescar em zonas muito distantes da costa, isto porque não oferecem condições para uma navegação segura.

Ainda acrescentou que as equipas continuam as buscas e todos os pescadores e armadores na comuna da Praia do Bebé estão em estado de alerta para o caso de avistarem algum corpo a flutuar no mar.

Colegas e familiares com opiniões divergentes

Em declarações à Angop, René Carruagem, 45 anos, 30 dos quais como pescador, suspeita que o jovem tenha embarcado sob efeito de álcool. “Com a corrente do mar, um remo pode ter escapado e ele entrou na água para recuperar, mas a canoa como é leve afastou-se rapidamente”.

Para este experiente pescador, Venâncio Segunda não teve forças suficientes para nadar até à canoa e então afogou-se, em consequência do estado de embriaguez que apresentou, antes de se lançar ao mar para pescar.

Já o camponês Benjamim Segunda, 65 anos, pai da vítima, reconheceu no filho a vontade de ajudar nas despesas da família e aventa a hipótese de uma “mão criminosa” por detrás do seu desaparecimento, uma vez que a rede de pesca foi encontrada cortada aos pedaços e um dos remos da canoa está em parte incerta.

“Quando o meu filho foi ao mar, não levou faca. Então, quem cortou a rede ou levou o outro remo?”, questionou-se o ancião, adiantando que a família ainda vai aguardar por duas semanas até que o jovem apareça vivo ou morto.

Primeiro filho de sete irmãos de uma família camponesa, Venâncio Segunda reparava rádio em casa, antes de abraçar a pesca este ano, e frequentava a 9ª classe na Praia do Bebé, comuna onde nasceu e residia.

O caso já está sob alçada do Serviço de Investigação Criminal (SIC) na Catumbela.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.