FMI prevê quase 40 milhões a caírem em pobreza extrema em África

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou hoje a previsão de crescimento para a África subsaariana, antecipando uma recessão de 3,2%, atirando quase 40 milhões de pessoas para a pobreza extrema e anulando dez anos de desenvolvimento. 

“A economia regional deve contrair-se 3,2%, o que é 1,6 pontos percentuais pior que o projetado em abril, e mostra uma redução da previsão de crescimento em 37 das 45 economias, e em termos nominais o PIB da região vai ser 243 mil milhões de dólares menor que o projetado em outubro de 2019”, lê-se na atualização das Previsões Económicas para a África subsaariana, hoje divulgadas em Washington. 

A atualização mostra a severidade da pandemia da covid-19 e assume que a situação é pior e a recuperação será mais lenta do que os analistas do FMI tinham antecipado em abril, quando estimavam um crescimento económico negativo de 1,6%, já assim o mais profundo das últimas décadas.

“O crescimento na região deverá apenas recuperar gradualmente, assumindo que a pandemia se esbate, e o desconfinamento continua durante a segunda metade de 2020; o crescimento deverá ser de 3,4% em 2021, o que é 0,6 pontos percentuais mais baixo que a projeção de abril”, lê-se no documento, que argumenta que a estimativa de recuperação devido a vários fatores.

“A recuperação em 2021 será mais lenta que a recuperação da economia global porque os apoios políticos lançados pelos países da África subsaariana para facilitar a recuperação são consideravelmente mais pequenos do que aqueles que foram implementados em muitas economias emergentes”, lê-se no relatório, que exemplifica que em Angola, Nigéria e África do Sul “o PIB real deverá regressar aos níveis de crescimento pré-crise só em 2023 ou 2024”. 

A pandemia deverá também empurrar para a pobreza entre 26 e 39 milhões de pessoas, “com a desigualdade nos rendimentos a agravar-se devido ao efeito desproporcional que o confinamento tem no setor informal, afetando os trabalhadores das pequenas e médias empresas no setor dos serviços”.

Além da pobreza, a pandemia da covid-19 deverá originar uma quebra do PIB per capita em 5,4% este ano, prevendo-se uma recuperação de apenas 1,1% em 2021, “o que vai fazer com que o PIB per capita fique sete pontos percentuais abaixo do nível projetado antes da pandemia da covid-19, em outubro, e quase ao nível dos valores de 2010”. 

O número de mortos em África devido à covid-19 subiu para 9.657, mais 173 nas últimas 24 horas, em mais de 382 mil casos, segundo os dados mais recentes sobre a pandemia no continente.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 500 mil mortos e infetou quase 10,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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