ONU e responsáveis europeus em videoconferência com Sudão para abordar futuro do país

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Representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), Comissão Europeia e dos Negócios Estrangeiros europeus participam hoje numa conferência virtual com o primeiro-ministro do Sudão, Abdalla Hamdok, para debater o futuro do país africano, após a revolução no ano passado.

A videoconferência, que será transmitida no portal “Together With Sudan” (Juntos com o Sudão), do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, conta com a presença do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, do chefe do Governo sudanês, Hamdok, do chefe da diplomacia alemã, Heiko Maas, e do alto-representante da União Europeia para a Política Externa, Josep Borrell.

O encontro virtual tem início marcado para as 14:00 de Lisboa e tem como objetivo conseguir que o Governo sudanês se comprometa a levar por diante a revolução de 2019, em contrapartida, quase 50 países e organizações internacionais oferecem ao Sudão uma parceria para apoiar o país ao longo da transição política até às eleições de 2022.

Portugal estará representado pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro.

Durante a conferência, um dos painéis, intitulado “Reformas Económicas e Apoio pelas Instituições Financeiras Internacionais”, irá debater a situação económica no Sudão, país ainda afetado pela presença na lista de “países que apoiam o terrorismo”, dos Estados Unidos da América (EUA).

Num documento datado de 07 de fevereiro, os EUA assinaram um acordo para a retirada do Sudão desta lista, que excluía a nação sudanesa da economia global e limitou a capacidade desta em receber empréstimos de instituições como o Fundo Monetário Internacional.

A retirada da lista surgiu após Cartum ter aceitado pagar uma compensação às vítimas de um ataque contra o navio da Marinha de Guerra dos Estados Unidos, “USS Cole”, em 2000, que fez 17 mortos e foi reivindicado pela Al-Qaida.

Segundo as autoridades judiciais norte-americanas, o ataque foi executado por dois extremistas treinados no Sudão.

O Sudão negou constantemente a responsabilidade, mas aceitou o pagamento desta compensação com o objetivo de ser removido da lista.

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