ACNUR cria condições para o reinício das aulas no Lóvua

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O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), na Lunda Norte, em colaboração com os seus parceiros, está a criar as condições de biossegurança nas três escolas do campo de refugiados do Lóvua para o reinício das aulas a 13 de Julho, no ensino secundário.

De acordo com a oficial de protecção do ACNUR na Lunda Norte, Inês Pinto, estão a ser reforçadas as medidas de biossegurança, com a colocação de recipientes de água na entrada das escolas e no interior, para permitir a higienização dos alunos e professores, bem como a aquisição de máscaras de tecido para a protecção de ambos.

No total, 79 alunos, todos cidadãos da República Democrática do Congo, do ensino secundário, estão matriculados no presente ano lectivo.

Relativamente ao ensino primário e pré-escolar, onde estão matriculados mil e 89 e 380 crianças, respectivamente, a oficial avançou que enquanto estão paralisadas as aulas os petizes recebem tarefas dos professores para exercitarem, com auxílio dos pais e encarregados de educação.

Neste nível de ensino, os governadores das 18 províncias recomendaram, recentemente, numa reunião videoconferência com a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, ao adiamento do reinício das aulas, previsto para o dia 24 de Julho, por falta de condições nas escolas.

Trata-se de um assunto ainda em discussão nacional, motivando encontros com a sociedade civil, para posteriormente, segundo a ministra Carolina Cerqueira, encontrar-se uma solução definitiva sobre a data do reinício das aulas neste nível de ensino.

Alfabetização

 Quinhentos e cinco refugiados da República Democrática do Congo (RDC) estão inseridos no programa de alfabetização e aceleração escolar, no âmbito do programa de reintegração social desta franja.

Inês Pinto avançou que o programa é assegurado por professores angolanos e congoleses, numa parceria com a ADPP e começou a ser  implementado em 2019.

O programa  visa ajudar os refugiados a recuperarem o atraso escolar para, posteriormente, beneficiarem de uma formação profissional, visando o seu empoderamento.

Face a Covid-19, actualmente as aulas de alfabetização são leccionadas em grupos de menos de 50 pessoas/dia, em uma sala de aulas, para evitar um possível contagio ou propagação do vírus.

Por outro lado, informou que foi inaugurado, recentemente, um centro de protecção social no assentamento, que dinamizará o cumprimento dos direitos socioeconómicos dos refugiados.

Com este centro, pretende-se dinamizar a criação de uma base de dados, numa acção conjunta com o governo angolano, para um melhor controlo dos refugiados nesta região.

O ACNUR na Lunda Norte, controla, na sua base de dados, nove mil 225 refugiados na Lunda Norte, dos quais seis mil se encontram no centro de assentamento e o restante integrados nas comunidades.

Reforço do material de biossegurança

A administração municipal de Xá-muteba, cerca de 500 quilómetros a sul da cidade do Dundo, adquiriu este mês, uma tonelada e meia de material de biossegurança, para reforçar o stock nos hospitais, no âmbito das medidas de prevenção e combate a propagação da pandemia da Covid-19.

O município de Xá-muteba é a principal porta de entrada para o leste de Angola, via terra, fazendo fronteira com as províncias de Malanje e Cuanza Norte.

De acordo com o administrador de Xá-muteba, Agostinho Paiva, a aquisição do material, visa igualmente, reforçar o controlo inter-provincial sobre o rio Lui, que divide as províncias da Lunda Norte e Malanje, sobretudo na desinfestação dos camiões e medição da temperatura dos motoristas e acompanhante.

Rastreio

No município de Lucapa, mais de 500 famílias vulneráveis, beneficiaram de exames médicos, para o diagnóstico de doenças respiratórias agudas, hipertensão arterial, malária, gripe comum, entre outras, no âmbito da campanha de rastreio em massa nas comunidades.

Sem avançar números, a administradora municipal de Lucapa, Maria Muegita, disse que os cidadãos diagnosticados com malária, doenças respiratórias agudas, tuberculose, entre outras, beneficiaram de cuidados médicos grátis.

Ainda no município de Lucapa, no fim-de-semana findo, mais de 100 famílias receberem produtos da cesta básica, entregues pela Comissão Multissectorial de Resposta a Covid-19.

O país tem, até agora, o registo de 186 casos positivos, 99 dos quais activos, 77 recuperados e 10 óbitos.

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