Efacec “é uma empresa estratégica” para o país – Governo português

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O secretário de Estado Adjunto e da Economia de Portugal, João Neves, afirmou hoje que a Efacec “é uma empresa estratégica” para Portugal e o Governo adotará “todas as medidas necessárias” para a proteger.

O governante português fez estas declarações durante uma abordagem no parlamento português, respondendo uma questão de um dos partidos da oposicão em Portugal.

O governante começou por sublinhar que a Efacec “é exclusivamente privada” e que, “portanto, não há nenhuma intervenção no capital desta empresa no momento presente”.

No entanto, acrescentou, o Governo tem “claro e presente”, em função das questões associadas a mais de 70% do capital da empresa ser detido pela empresária angolana Isabel dos Santos, que há “uma preocupação adicional com esta empresa”.

José Neves sublinhou que é “absolutamente claro” para o Governo que a Efacec tem “enorme capacidade de engenharia” e “ela é uma empresa estratégica” para o país.

“Adotaremos todas as medidas necessárias para proteger esta empresa”, afirmou.

Vale relembrar, que Isabel dos Santos e o marido, Sindika Dokolu e, várias empresas associadas ao casal, estão a ser investigadas pela justiça portuguesa no âmbito da operação “Luanda Leaks”.

Na quarta-feira passada, foram feitas buscas à várias empresas ligadas ao universo da empresária Isabel dos Santos, os alvos das buscas foram a residência de Jorge Brito Pereira, ex-advogado da empresária, o escritório de advogados Uría Menéndez e outros escritórios de pessoas ligadas a Isabel dos Santos.

De acordo com a SIC, nos processos que correm em Portugal já terão sido “arrestados cerca de 350 milhões de euros que estavam na posse de Isabel dos Santos ou dos seus mais próximos colaboradores”, citando os nomes de Mário Leite da Silva (antigo braço-direito da empresária), Jorge de Brito Pereira (advogado), Sarju Raikundalia (antigo administrador da Sonangol) ou da sócia Paula Oliveira.

Em 19 de janeiro, o Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de ‘Luanda Leaks’, que detalham alegados esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido que lhes terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.

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