Concurso na saúde privilegia excelência

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A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, afirmou hoje em Luanda, que o mais recente concurso público para preenchimeto de sete mil vagas no Sector apurou candidatos com mérito, excelência e competência, sem qualquer injustiça, para a prestação de serviços de qualidade.

Ao esclarecer, em conferência de imprensa, alguns inconvenientes ou suspeitas levantadas pelo Sindicato de Médicos de Angola, a governante disse que a avaliação do concurso público foi transversal e transparente, e respeitou a equidade a nível nacional.

Salientou que todos foram tratados da mesma forma, e que muitos médicos não demonstraram capacidade nem condição para serem admitidos no Sector, tendo em conta que grande parte teve notas muito baixas, como três valores, e alguns, valores acima de 18.

“Nessa vertente, 160 médicos estão por ser colocados. Há casos de quem concorreu para Luanda, mas por não haver vagas aqui na capital do país tem de ser enquandrado noutras províncias, que também é Angola. Há quem está a rejeitar mesmo tendo feito juramento de hipócrates”, denunciou.

Relativamente às vagas para as especialidades, a também porta-voz da Comissão Multissectorial para Resposta à Covid-19 informou que das sete mil vagas destinadas ao sector, 200 estavam reservadas para as especialidades, porém apenas 120 foram preenchidas.

“Ninguém vai aceitar que coloquemos técnicos pouco competentes, com notas baixas, para servirem os hospitais do país só porque tem alguém que o pode ajuda a Chegar lá. Tem que ser por mérito”, disse, respondendo a críticas sobre eventual falta de transparência na avaliação do concurso.

Este foi o terceiro concurso promovido, depois da alta taxa de reprovações nos exames de acesso, em Dezembro de 2018, uma iniciativa  a ser prossegida pelo Governo  a nível deste sector, dependendo da situação financeira do país, embora não poder absorver todo o capital humano nessa área.

Mais de 61 mil candidatos haviam concorrido em Janeiro último, para preencher sete mil vagas disponíveis para técnicos nas carreiras dos profissionais da saúde e do regime geral em todo o território nacional.

Angola conta com seis mil e 400 médicos para uma população de cerca de 28 milhões de habitantes, sendo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um médico para cada mil habitantes.

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