Enviado de Guterres a Moçambique diz que fracassaram negociações com líder dissidente da Renamo

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas a Moçambique disse hoje que fracassaram as tentativas de negociar com o líder dissidente da Renamo, acusado de protagonizar ataques armados no centro do país.

“Mariano Nhongo é inflexível e todas as aproximações com vista a um entendimento fracassaram”, disse Mirko Manzoni, falando hoje em entrevista ao jornal “O País”.

Em causa estão os ataques no centro do país atribuídos a um grupo liderado por Mariano Nhongo, antigo líder de guerrilha da Renamo, que exige melhores condições de reintegração e a demissão do atual presidente do partido, Ossufo Momade, acusando-o de ter desviado o processo negocial dos ideais do seu antecessor, Afonso Dhlakama, líder histórico que morreu em maio de 2018.

Para o enviado pessoal de António Guterres, as reivindicações de Mariano Nhongo são políticas e não têm enquadramento no processo de desmilitarização, desarmamento e reintegração (DDR) do braço armado do principal partido de oposição, no âmbito dos acordos de paz assinados em agosto do ano passado.

“Não é verdade que o presidente da Renamo não quis falar com Mariano Nhongo. Todos falaram com o senhor Nhongo e agora o problema está do lado dele”, frisou Mirko Manzoni.

Os ataques armados no centro de Moçambique têm afetado Manica e Sofala e já provocaram a morte de, pelo menos, 24 pessoas desde agosto do ano passado, em estradas e povoações das duas províncias.

Apesar de ameaças e incursões atribuídas ao grupo de Nhongo, o processo do desarmamento do braço armado do principal partido de oposição previsto no acordo de 06 de agosto do ano passado continua.

O acordo de paz foi assinado pelo chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e pelo presidente da Renamo, consolidando o cessar-fogo no conflito entre as partes que persistiu até 2016 nalguns distritos do centro do país.

Em 03 de dezembro do ano passado, 10 oficiais da Renamo passaram a incorporar as fileiras do Comando-Geral da polícia moçambicana, no âmbito do processo de pacificação.

No sábado, o Governo moçambicano, a Renamo e o grupo de contacto para a paz oficializaram o primeiro encerramento de uma base militar do principal partido da oposição.

Pelo menos 38 ex-guerrilheiros da Renamo em Sofala entregaram as armas, num processo de desmobilização que será feito por fases, devido às medidas de prevenção contra a pandemia de covid-19

Prevê-se que 5.000 ex-guerrilheiros sejam abrangidos com medidas que lhes permitam uma reintegração na sociedade.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.