Menos de 100 mortos no Irão pela primeira vez em cinco dias

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Teerão anunciou hoje menos de 100 mortos ligados à doença da covid-19, o que não acontecia há cinco dias, numa altura em que as autoridades restabelecem restrições em algumas províncias para combater o vírus.

Entre quarta-feira e hoje, morreram mais 87 pessoas devido ao vírus SARS-CoV-2, o que faz aumentar o total de mortos da pandemia no Irão para os 9.272, declarou à televisão estatal a porta-voz do Ministério da Saúde Sima Sadat Lari.

No mesmo período, mais 2.596 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus, adiantou. O número total de infetados confirmados oficialmente é agora de 197.647.

Cinco das 31 províncias do país têm classificação vermelha, o nível de risco mais alto de propagação do vírus, precisou Lari. Trata-se das províncias de Azerbaijão Oriental (nordeste), Buchehr e Hormozgan (sul), Kermanchah (oeste) e Khuzestan (sudoeste).

Segundo a televisão estatal, a província de Hormozgan determinou o encerramento de todas as lojas não essenciais, parques e serviços públicos até sábado, como acontece no Khuzestan (a primeira província a voltar ao nível vermelho) desde abril.

As deslocações entre cidades também estão proibidas nas duas províncias.

A agência oficial Irna indicou que o Azerbaijão Oriental se prepara para restabelecer “restrições”, de natureza não precisada.

Outras províncias, como o Golestan (norte) e Khoquiluyeh-et-Buyer-Ahmad (sudoeste), embora não classificadas com o nível vermelho decidiram restabelecer controlos rodoviários com medição da temperatura à entrada das cidades, segundo a televisão estatal.

O Irão anunciou os seus primeiros casos em fevereiro e os números do Governo são postos em causa por especialistas estrangeiros e responsáveis nacionais, por suspeita de estarem subestimados.

As autoridades iranianas começaram a levantar progressivamente desde abril quase todas as restrições impostas para lutar contra a propagação da pandemia.

Desde o início do mês de maio, os números oficiais mostram uma tendência de subida das infeções.

Inicialmente tal foi atribuído ao aumento dos testes, reconhecendo depois as autoridades que o regresso à normalidade tinha também favorecido a propagação do vírus, criticando a população por não respeitar suficientemente as regras de higiene e de distanciamento social.

A pandemia de covid-19, transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro em Wuhan (China), já provocou quase 449 mil mortos e infetou mais de 8,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço da agência France Presse.

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