Reino Unido regista mais 233 mortes, aumento significativo após fim de semana

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O Reino Unido registou mais 233 mortes nas últimas 24 horas devido a covid-19, o que eleva o total de óbitos para 41.969, informou hoje o ministério da Saúde britânico. 

De acordo com o ministério da Saúde, o número de casos de contágio desde o início da pandemia aumentou para 298.136, tendo 1.279 infetados sido diagnosticados nas últimas 24 horas. 

O número diário de óbitos foi bastante superior aos 36 e 38 confirmados no domingo e segunda-feira, respetivamente, embora os números relativos ao fim de semana sejam regularmente mais baixos devido ao atraso no registo. 

Além do balanço oficial do Governo, o instituto de estatísticas britânico ONS indicou hoje que o número total de mortes atribuídas ao coronavírus no Reino Unido atingiu quase 52.000 na semana que termina em 05 de junho.

Este valor é mais alto do que o balanço diário do Governo porque usa como fonte as certidões de óbito, que podem levar algumas semanas para serem emitidas e que incluem os casos suspeitos e não apenas os casos confirmados por teste.

O ONS também disse que o excesso de mortalidade está estimado em 64.500 mortes desde o início de março. 

O excesso de mortalidade é a diferença entre a média dos últimos cinco anos e o total de óbitos registados durante durante o período da pandemia covid-19, incluindo mortes não diretamente causadas pelo coronavírus, mas que possam ter resultado da crise, como a falta de assistência médica.

Este é considerado o melhor indicador do impacto do vírus, pois fornece uma visão ao longo de períodos históricos e inclui a mortalidade por todas as causas.

O excesso de mortalidade tem vindo a diminuir no Reino Unido nas últimas semanas, juntamente com um declínio no número diário de mortes por coronavírus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 436 mil mortos e infetou mais de oito milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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