Secretário do Tesouro brasileiro anuncia saída do Governo

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O secretário do Tesouro, órgão ligado ao Ministério da Economia do Brasil, informou hoje que deixará o cargo entre final de julho e início de agosto, frisando que a sua saída não afetará o ajuste fiscal defendido pelo Governo.

A saída de Mansueto Almeida marcará a primeira grande perda da equipa liderada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, mentor do programa de ajuste fiscal que o Governo começou a implementar no início do ano passado.

Mansueto Almeida destacou que a sua saída ocorrerá numa “transição tranquila” e descartou que isso possa afetar a implementação do ajuste fiscal, que, segundo disse, é garantido pela Constituição por uma medida que determina um teto máximo para os gastos públicos.

“Nada sobre o ajuste fiscal mudará. O ajuste fiscal depende do comando do Presidente da República, juntamente com o Ministério da Economia e o apoio do Congresso. Hoje, o ajuste fiscal está na Constituição pelo teto das despesas”, esclareceu.

O secretário do Tesouro, no cargo desde 2018, especificou que a sua saída foi acordada com o ministro da Economia, que descreveu como o principal apoiante das medidas de ajuste fiscal.

“Dentro ou fora do Governo, todos poderão ajudar. Eu participei disso e tenho de continuar ajudando”, afirmou Mansueto Almeida numa entrevista publicada hoje pelo jornal Valor Económico.

Após um ano e meio no Governo do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, o secretário do Tesouro indicou que está cansado.

O Governo brasileiro defende desde o início de 2019 um plano de ajuste fiscal profundo que incluía uma controversa reforma no sistema de pensões por reforma, mas muitas das medidas pendentes, como a reforma tributária, foram interrompidas pela pandemia do novo coronavírus, que provocará uma crise económica sem precedentes no país.

A economia brasileira contraiu 1,5% no primeiro trimestre do ano em comparação com os últimos três meses de 2019 e 0,3% face ao mesmo período de 2019, embora o país não tenha sentido ainda totalmente os efeitos da crise da covid-19.

Analistas do mercado financeiro projetam uma queda de 6,51% no Produto Interno Bruto (PIB) do país este ano, enquanto o Banco Mundial prevê uma contração de 8%.

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