Governo aposta na modernização do Porto de Luanda

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O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, destacou, nesta segunda-feira, a aposta do Executivo na modernização do Porto de Luanda, como forma de o tornar mais competitivo quer a nível nacional, quer a nível regional e internacional.

Numa mensagem dirigida aos responsáveis e trabalhadores da instituição pelos 75 anos de existência, o governante avança que o Governo procura aumentar a capacidade institucional e de coordenação multidisciplinar, à luz dos princípios e paradigmas internacionais, tirando maior partido do potencial maritime nacional.

 “Ao contar com todos os seus colaboradores, projectamos, como Governo, um Porto de Luanda cujo paradigma de gestão esteja alinhado a agenda internacional, com base nas convenções de que Angola é Parte, com atenção especial à integração dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS), particularmente o 9, 11 e 16”, lê-se na mensagem.

Conforme o ministro, o ODS 9 sinaliza a importância da inovação e infra-estruturas adequadas, vectores fundamentais para a promoção e potenciação do crescimento económico por via da facilitação, eficiência e eficácia das condições operacionais e funcionais, para todos os intervenientes da cadeia de valor do comércio externo e logística.

Avança que, no âmbito dos ODS 11, definidos na Agenda 2030 das Nações Unidas, os transportes e as estruturas portuárias têm um papel relevante para tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resistentes e sustentáveis, por via do fornecimento de transporte seguro, acessível e sustentável para todos, através da expansão dos serviços de transportes públicos.

Relativamente aos ODS 16, pressupõem a criação de uma economia global mais sustentada e transparente, com a redução significativa de fluxos financeiros ilegais, da redução substancial da corrupção e do suborno em todas as suas formas e do desenvolvimento de instituições eficazes, responsáveis e transparentes em todos os níveis.

O ministro encoraja o Conselho de Administração a conduzir, com integridade, os destinos da instituição, devendo, de forma adequada, formalizar todos os processos e procedimentos.

“O Porto de Luanda deverá, com efeito, reforçar o seu mecanismo de adesão ao Pacto Global das Nações Unidas, operacionalizar Código de Ética e adoptar, cada vez mais, uma Estratégia de Sustentabilidade que incorpore uma conduta de princípios, valores e regras alicerçados na justiça, na transparência, e na ética profissional, como primeiro passo para o estabelecimento da necessária relação de confiança entre os serviços públicos e os utentes dos seus serviços”, refoça.

Face ao actual situação imposta pela pandemia da covid-19, o ministro aponta três razões que permitem encarar o momento desafiante e de incertezas, com optimismo moderado: a honrar da história de aprendizagem e transformações constants, a preparação para o momento actual, que desafia a se repensar constantemente a empresa e, por último, a gestão das expectativas quanto ao futuro, com a garantia de que o Porto de Luanda pode contar com o apoio do Executivo na construção de um porvir melhor.

Dados disponíveis indicam que sete milhões de toneladas é a quantidade de mercadorias manuseadas em 2019 pelo Porto de Luanda, um aumento de 62,1 mil em relação a 2018, representando uma subida de 0,88 por cento.

Em 2019, atracaram ao Porto de Luanda 510 navios de longo curso, tendo se registado um movimento de menos 45 navios comparando com 2018 – uma redução de 8,11%.

O Porto de Luanda é uma empresa pública. Este ano, com vista a promover o desenvolvimento e melhoria da eficiência da actividade portuária, está a  realizar um Concurso Público Internacional para a concessão e exploração do seu Terminal Multiuso, através do envolvimento de operadores privados com experiência comprovada no sector.

O Terminal Multiuso do Porto de Luanda é uma infra-estrutura portuária que se dedica à operação simultânea de carga geral e contentores, possui um cais de 610 metros, uma profundidade de 12,5 metros e conta com uma área de 181.070 metros quadrados com capacidade para movimentar 2.6 milhões de toneladas por ano.


O ministro parabeniza a instituição pela realização de acções que concorrem para a responsabilidade social da empresa, no apoio às medidas de prevenção e combate à Covid-19 nas comunidades da Boavista, Ilha do Cabo e o Centro de Acolhimento de Crianças e Adultos dos Ramiros.

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