Criadores com dificuldade em levar 50 toneladas de carne a Luanda

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Pelo menos 50 toneladas de carne bovina estão armazenadas em frigoríficos de fazendeiros filiados à Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola, CCGSA, devido a dificuldade de escoamento para o principal mercado, a província de Luanda, soube hoje a Angop, na cidade do Lubango.

Em entrevista à Angop, o director-geral do mais antigo grémio de criadores de Angola, Luís Gata, referiu que as limitações impostas pela Covid-19 reduziu a capacidade de compra do principal mercado, Luanda, pois maior parte das empresas esteve paralisada.

Como consequência a cooperativa reduziu os abates de 300 cabeças semanais para metade.

Oitenta por cento da carne huilana destina-se a Luanda, já que o consumo local representa 20% da produção da cooperativa.

Porém, indicou que Luanda é também um mercado onde há uma concorrência “desleal”, por haver ali muita carne importada, pelo que defende a tomada, por parte do Governo, de medidas urgentes para proteger a produção nacional.

“Os grandes produtores de carne no Brasil, por exemplo, têm bonificações indirectas na produção de animais e na exportação, pelo que essa carne chega ao nosso país, por vezes a preços que nós os produtores nacionais não conseguimos acompanhar”, lamentou.

A nossa sugestão, continuou a fonte, passa por aplicar à carne a mesma política que se fez aos ovos e ao sal, com excelentes resultados, embora no começo o preço tivesse encarecido, mais tarde nivelou e hoje está mais baixo que nunca.

Luís Gata insiste que o governo deve ter a coragem de “travar” a importação da carne, nem que seja para um período experimental de seis meses e assegura que não faltará carne, pois os agentes económicos vãio ter uma noção mais realista da capacidade de abastecimento do mercado.

“Pode-se optar também por uma limitação nas importações de carne para ver como é que o mercado vai reagir com o produto nacional ou ainda impor taxas fortes para que a nossa produção seja comercializada a um preço justo e que a ajude a crescer”, sugeriu.

Indicou que um outro mercado que absorve a produção de carne local são os supermercados e empresas que têm refeitórios para trabalhadores, acrescendo que a as estatísticas ainda não são bem claras, mas há produção de carne suficiente e às vezes vêm-se a braços com dificuldades para escoar.

O preço médio do Kg de carne bovina, praticado pelas empresas associadas da cooperativa, é de dois mil e 500 kwanzas.

Fundada em 2004, sob iniciativa do então criador Fernando Borges, a CCGSA começou com 15 fazendas e hoje tem 83 filiadas, 80% das quais instaladas na Huíla e Cunene e as restantes no Namibe, Huambo, Benguela e Cuando Cubango, estando sob seu controlo mais de 120 mil cabeças de gado bovino.

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