Autoridades no Lobito redobram controlo de cães violentos

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As autoridades do município do Lobito, província de Benguela, pretendem registar, ainda este ano, todos os cães potencialmente perigosos, que circulam, muitas vezes, sem o controlo dos proprietários, pondo em risco a vida dos transeuntes na via pública, soube hoje, quarta-feira, a Angop.

O anúncio desta medida das autoridades lobitangas, sob liderança do administrador municipal Carlos Vasconcelos, surge dias depois da morte de uma mulher de 32 anos, na sequência do ataque de 16 cães da raça pitbull, quando pretendia entregar o jantar ao namorado, no bairro 4 de Abril, arredores da cidade do Lobito.

Em declarações à Angop, o administrador municipal ainda se mostrou chocado com o incidente e admite que as entidades competentes do município já estão a trabalhar a nível das zonas para identificar primeiro os locais, a fim de registar os canídeos perigosos, devido ao seu porte físico.

De acordo com o responsável, a ideia é identificar os cães de raça tidas como perigosas, para dar aos proprietários maior responsabilidade no controlo da circulação desses animais, tanto em casa, quanto na via pública, evitando que ataquem os seres humanos.

Lembra que o Decreto 47 dá aos detentores de cães a possibilidade de fazerem o seu registo, pagando apenas uma taxa módica, mas, ao mesmo tempo, promete organizar cada vez mais este trabalho para que haja maior cautela por parte das famílias que têm o hábito de criar cães.

Também o soba grande (regedor) do município do Lobito, Afonso Sukumula, critica o que chama de negligência de alguns criadores de cães pitbull e pede que prestem mais atenção à situação destes animais, dado o perigo que representam, inclusive para o próprio dono.

O regedor considera que não faz sentido que cães como estes andem à solta pelo quintal ou pela via pública, porque devem ser acorrentados para evitar ataque aos vizinhos.

No entanto, segundo uma fonte da Polícia Nacional no Lobito, o namorado da vítima que se encontrava de serviço no parque de camiões, onde 16 cães, de raça “pitbull” e “rottweiler”, atacaram a jovem, foi detido preventivamente no comando municipal.

Na cidade do Lobito, os ataques de cães de raça, sobretudo pitbull têm sido frequentes nos últimos anos. Em 2017, por exemplo, uma mulher, de 78 anos, perdeu a vida, depois que um pitbull se soltou da jaula, atacando-a violentamente na cabeça. Pouco antes, na zona balnear da Restinga, uma criança tinha sido mordida num membro inferior, ficando com cicatrizes impressionantes.

Além do conhecido e temido pitbull, a lista dos cães perigosos, cuja criação virou moda para muitas famílias angolanas, inclui a raça rottweiler, o cão de fila brasileiro, o dogue argentino, o staffordshire terrier americano, o staffordshire bull terrier e o tosa inu.

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