Pedidos de subsídio de desemprego aumentam 53% em maio no Brasil

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O Brasil contabilizou, em maio, 960.258 pedidos de subsídio de desemprego, num aumento de 53% do número registado em igual mês de 2019, com 627.779 solicitações no país, foi hoje anunciado.

Segundo o Ministério da Economia brasileiro houve um aumento de 28,3% na comparação dos pedidos de subsídio de desemprego realizados em maio face a abril, que registou 748.540 pedidos.

No acumulado de janeiro até maio de 2020, foram contabilizados 3.297.396 pedidos de subsídio de desemprego no país sul-americano. Este número representa um aumento de 12,4% em comparação com o acumulado no mesmo período de 2019 (2.933.894 pedidos).

Em maio, os três estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (281.360), Minas Gerais (103.329) e Rio de Janeiro (82.584).

Sobre o perfil de quem solicitou o subsídio de desemprego, o Governo brasileiro informou que 41,3% eram mulheres e 58,7% homens.

A faixa etária que concentrava a maior proporção de pedidos de subsídio de desemprego era de 30 a 39 anos, com 32,3%.

Em relação aos setores económicos, os pedidos estiveram distribuídos entre serviços (42%), comércio (25,8%), indústria (20,5%), construção (8,2%) e agropecuária (3,4%).

O Governo brasileiro não analisou as causas na subida dos pedidos de subsídio de desemprego, mas os dados mostram que as solicitações foram maiores entre trabalhadores dos setores de serviços e comércio, os que sofreram o maior impacto pela paralisação das atividades não essenciais para conter a disseminação do novo coronavírus.

Na semana passada, o Governo brasileiro mudou a metodologia de divulgação dos números sobre a pandemia, excluindo totais de mortos e contaminados, e decidiu que disponibilizará em seu portal oficial apenas os dados sobre a doença registados nas últimas 24 horas.

Esta medida impulsionou a criação de um consórcio de ‘media’, que passou a relatar casos e mortes por covid-19 com informações das secretarias de Saúde dos 26 estados brasileiros e do Distrito Federal.

O consórcio, formado pelo G1, O Globo, Extra, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e portal UOL, registou até às 13:00 de hoje 37.840 mortes e 719.449 casos confirmados do novo coronavírus no país.

Já o Ministério da Saúde brasileiro relatou, na noite de segunda-feira, que o país registava 37.134 mortes e 707.412 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia.

O Brasil é o segundo país do mundo com maior número total de casos, e o terceiro com mais mortes, sendo o foco da pandemia na América Latina.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 406 mil mortos e infetou mais de 7,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

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