Paquistão ultrapassa 100 mil casos de infeção e 2.000 mortes

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O Paquistão ultrapassou hoje os 100.000 casos de infeção pelo novo coronavírus e registou mais de 2.000 mortes, entre boatos sobre médicos que estariam a cobrar para declarar que pacientes estão infetados pelo vírus.

Hoje, o país de 207 milhões de habitantes alcançou 103.620 casos de covid-19 e 2.067 óbitos, 65 dos quais nas últimas 24 horas, de acordo com os dados mais recentes do governo paquistanês.

O aumento de infeções deve-se em parte ao facto de ter aumentado o número de testes diários realizados, 22.650 nas últimas 24 horas, totalizando 705.833 desde o início da crise, um número baixo em comparação com outros países.

Assim, o número subiu para uma média diária de 4.458 casos na semana passada, o dobro do número em relação à semana anterior.

Ao mesmo tempo, o número de mortos totalizou uma média diária de 77 na semana passada, em comparação com 55 em cada dia dos sete dias anteriores.

Entretanto, os especialistas indicam que o crescimento de infeções e mortes se deve em grande parte à decisão do Governo de suspender quase completamente o confinamento no início de maio, semanas antes das férias muçulmanas do final do Ramadão, que é comemorado com reuniões familiares.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, justificou o fim do confinamento devido à situação económica do país e ao facto de muitos trabalhadores serem pobres, um argumento que mantém desde o início da crise.

Agora, quase todas as lojas e escritórios estão abertos e apenas escolas e restaurantes ainda estão encerrados.

Após o fim do confinamento, o Governo impôs algumas medidas, como o uso de máscaras e a manutenção da distância social em locais públicos, bem como a obrigação de as empresas tomarem medidas para evitar infeções.

Diante da enorme desobediência a essas regras, o Executivo começou na semana passada a impor multas e fechar comércios que não as cumprem.

Mas o Governo agora enfrenta um novo problema: rumores que põem em dúvida a pandemia.

Nos últimos dias, circula em todo o país o boato de que os médicos recebem pagamentos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de outras instituições internacionais por cada paciente diagnosticado como portador do vírus, o que levaria os médicos a exagerar os números reais, algo que o Governo já negou.

“As teorias de conspiração ou desinformação continuam a enraizar-se num nível alarmante com rumores de que o Governo está a realizar testes para mostrar números incorretos de casos positivos e, assim, maximizar a ajuda externa”, disse o Executivo hoje, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

O Governo considerou que é necessária uma campanha de informação para “negar os rumores”, especialmente nas áreas rurais, temendo que esses comentários ajudem a desencadear ainda mais casos do vírus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 402 mil mortos e infetou mais de sete milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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