Fazenda necessita de 75 mil euros para engarrafar vinho

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A fábrica de vinho tinto, propriedade da fazenda “Simão Cruz”, localizada no município de Moçamedes, em funcionamento há cinco meses, não consegue engarrafar a bebida por falta de financiamento para comprar vasilhames e alguns equipamentos da linha de enchimento.

Com capacidade para engarrafar 240 mil litros/ano, a unidade fabril necessita de um empréstimo de 75 mil euros, para conclusão da montagem dos equipamentos da linha de engarrafamento.

A fábrica, que funciona há cinco meses em regime experimental, já produziu oitenta mil litros de vinho tinto, enquanto outros 50 mil encontram-se em processamento.

Em entrevista hoje à Angop, o responsável da referida fábrica, Rogério Paulo, disse existirem condições técnicas, humanas e materiais, faltando apenas os 75 mil euros , valor destinado a compra de 106  mil garrafas de 75 ml litros e igual número de rolhas para o seu engarrafamento.

“ O nosso grande objectivo é oferecer vinho de qualidade aos nossos clientes, pois temos todas as condições que vão desde o fabrico, inspecção laboratorial até à sua comercialização”, disse.

Rogério Paulo disse que a matéria-prima é garantida a partir da produção de 66 mil toneladas de uvas/ano, das quais 40 mil destinada à produção de vinho tinto e outras 20 mil toneladas uvas de mesa para consumo diário.

“Em termos de produção, nós temos hectares cultivados com vinha, com uma colheita para o ano presente de três toneladas por cada hectare, totalizando assim 66 mil toneladas,   já temos em stock 80 mil litros de vinho produzido e pronto a ser consumido, enquanto outros 50 mil litros estão em processamento”, afirmou.

Por ser um produto doce, Rogério Paulo mostrou-se preocupado com o surgimento de pássaros que, nas últimas duas semanas, invadiram 80 por cento da produção.

“Nós fizemos um projecto para aquisição de redes de protecção contra pássaros, avaliado em sete mil dólares/ hectare, tendo sido protegido os 22 hectares, mas estes animais quando vem em grande número conseguem invadir as redes e destruíram as culturas”, lamentou.

Além da produção de uvas, a fazenda conta com o projecto de cultivo de oliveiras, num espaço de 20 hectares.

O referido projecto arrancou em 2016, mas sem sucesso, apenas prejuízos, segundo o responsável.

A fazenda importou da África do Sul oliveiras de origem italiana, num total de  14 mil e 400 árvores, mas que  nenhuma delas se adaptou ao clima local, “ produzindo apenas lenha e nada de frutos”.

Prejuízos

Neste negócio de cultivo de oliveiras, a empresa registou prejuízos de 72 mil dólares, pois cada planta terá custado aos cofres da empresa cinco dólares norte-americanos.

Além da compra das oliveiras, a fazenda também fez um investimento para a compra do sistema de rega gota a gota, avaliado em um milhão e meio de dólares para rega das oliveiras e produzir azeitonas.

O projecto previa produzir azeite doce para fazer face as necessidades do país.

Em estimativa cada oliveira deveria produzir anualmente 20 kg de azeitonas  e desta sairia 25 por cento da produção de azeite doce.

“Lamentamos e com muita mágoa, porque foi um projecto bastante ambicioso e com custos avultados, mas sem sucesso, pois as condições climatéricas não permitiram o seu desenvolvimento e hoje apenas têm servido como lenha para confecção dos alimentos dos nossos trabalhadores que residem na fazenda”, concluiu.

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