Empresários querem títulos como garantia bancária

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A Associação Empresarial de Benguela (AEB) defende que os Títulos da Dívida Pública do estado angolano devem servir de garantia hipotecária junto a banca comercial, no processo de concessão de créditos, soube hoje, sexta-feira, nesta cidade, a Angop.

Essa posição foi manifestada pelo presidente da referida associação, Adérito Areias, durante um encontro realizado hoje entre mais de 150 empresários locais e o governador de Benguela, Rui Falcão, em dois auditórios do Instituto Superior Politécnico de Benguela, com recurso a videoconferência.

Com efeito, Adérito Areias solicitou, em nome da AEB, os bons ofícios do governador provincial para interceder junto das autoridades ligadas ao sistema financeiro, nomeadamente os ministérios da Economia e das Finanças, no sentido destes anuírem essa pretensão.  

O líder associativo solicita também uma aceleração dos mecanismos de liquidação da dívida pública interna, de modo a aliviar a tesouraria das empresas, assegurar a sua sobrevivência e potenciar o consumo.

Segundo o responsável, devem ser criadas as condições para descentralização da gestão e liquidação da dívida pública interna já certificada, além da materialização dos financiamentos do Programa de Apoio ao Crédito (PAC), principalmente os ligados as cooperativas, mulheres e juventude.

O empresário disse ainda ser preocupação da associação, a definição e implementação de um programa económico abrangente para as empresas hoteleiras, turísticas, de construção civil, ensino privado, marketing, transporte colectivo, de carga e do agronegócios.

“Melhoria no processo de concessão de crédito tornando-o menos burocratizado, mais rápido e acessível, a melhoria na relação com a Administração Geral Tributária, aumentando-se os níveis de colaboração e pedagogia”, são outras pretensões da AEB.

A Aliança Empresarial de Benguela defende ainda que deve elaborada uma legislação que contemple a “auto facturação” em todos os sectores da economia, a fim de se potenciar a capacidade produtiva das famílias angolanas.

Numa intervenção que abordou aspectos de diferentes sectores, Adérito Areias insta as autoridades a viabilizarem o financiamento de transportes abertos e carrinhas frigoríficas de até cinco toneladas de capacidade de carga, para permitir o escoamento de mercadorias no quadro da segurança alimentar nos 10 municípios da província.

Quanto à construção civil, apelou para que sejam liquidados os chamados “restos a pagar”, decorrentes de serviços prestados ao estado.

Na mesma senda, defendeu, igualmente, a melhoria das vias de acesso às zonas produtivas, o fornecimento de energia da rede pública à Cidade do Sal, localizada no município da Baía Farta, e lançou um alerta no sentido de se continuar a combater a importação ilegal de sal, em detrimento do nacional. 

Este foi o primeiro encontro do género entre a AEB e o governador de Benguela, Rui Falcão. Durante o período de debate com o governante, a imprensa foi convidada a abandonar a sala.

A AEB congrega homens de negócios nos mais variados sectores, nomeadamente  agrícola, pescas, agropecuária, transporte, agropecuária, transporte, indústria transformadora e ou alimentar, confecções e construção civil. 

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