BPC recupera quase 50% do dinheiro desviado

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O Banco de Poupança e Crédito (BPC) já conseguiu recuperar 197 milhões de kwanzas, quase 50% do valor desviado das suas contas nos meados de abril do corrente ano.

Esta informação foi avançada nesta quinta-feira, em conferência de imprensa pelo presidente do conselho de administração do banco, António Lopes.

De acordo com a informação disponibilizada pela direção do banco, 132 milhões não saíram da instituição, por morosidade do sistema de transferências, e 65 milhões de kwanzas foram prontamente recuperados na segunda-feira, 20 de Abril, depois de os sistemas internos terem detectado transferências ilegais para bancos privados.

Segundo apurou o Maka Angola, “os fundos foram saqueados por via electrónica, através da conta da empresa Simportex, pertencente ao Ministério da Defesa, e foram espalhados por várias contas”.

“A operação ocorreu numa sexta-feira, 17 de abril, através do uso da senha do gerente do BPC no município do Waku-Kungo, província do Kwanza-Sul”, escreveu o portal.

No dia 26 de maio, dias depois de o portal Maka Angola ter trazido ao público a fraude, o governador do BNA, José de Lima Massano, disse em conferência de imprensa estar bastante preocupado com o facto de o maior banco público do país, ter sido vítima de uma fraude no valor de 400 milhões de kwanzas.

“Ficamos muito preocupados quando fraudes desta magnitude ocorrem no sistema financeiro e nos nossos operadores”, indicou o governador do BNA, dizendo em seguida que já havia orientado o BPC para acelerar a implementação de medidas de proteção dos ativos à sua guarda.

O governador do BNA reconhece que o BPC tem um conjunto de deficiências e fragilidades, que motivaram a instituição bancária a adoptar um programa de restruturação nos seus sistemas de controlo interno.

Em 2019, informou, o BNA conduziu uma avaliação dos ativos da banca e o BPC reprovou neste sentido.

“Em termos de controlo interno, o BPC deve acelerar a implementação de medidas que protejam melhor os activos que tem à sua guarda”, reforçou, afirmando ser necessário repor, rapidamente, a capacidade de confiança aos depositantes.

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