Ambientalistas querem educação ambiental no país

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Ambientalistas angolanos defenderam, nesta sexta-feira, em Luanda, a implementação de um programa sobre educação ambiental a nível nacional, para a contínua regeneração dos ecossistemas do país.

Apesar do abrandamento da economia e o isolamento social e de outras medidas de contenção demonstrarem uma redução significativa da poluição mundial, causada pela emissão de gases de efeito estufa e de outros poluentes, bem como na produção de resíduos, os especialistas necessário que os Estados comecem já apensar na era pós-covid-19, com programas alternativos e viáveis para a regeneração do ecossistema, como forma de mitigar o impacto da degradação ambiental.

Falando à Angop a propósito do Dia Mundial do Ambiente, o presidente da Associação Nação Verde, Nuno Cruz, disse serem enormes os desafios, podendo se prever uma poluição muito grande devido ao tratamento inadequado que está a ser dados aos resíduos perigosos (luvas e máscaras) usadas nesta fase de covid-19.

“A serem depositadas em locais impróprios, elas podem causar impacto negativo, sobretudo ser um veículo da contínua transmissão desta doença”, disse.

Para tal, considerou necessário um trabalho de consciencialização ambiental a nível das comunidades, para que se possa conservar aquilo que a covid-19 trouxe de positivo para o ambiente, reconhecendo, no entanto, estar a acontecer, durante esse período de quarentena, a regeneração dos ecossistemas em função da diminuição da meio do  ambiente.

Para Nuno Cruz, é preciso que se repense, por outro lado, numa educação ambiental para o ensino de base, como uma cadeira chave, de modo a que o aluno saiba além do que se aprende na disciplina de estudo do meio.

“É preciso de o aluno saiba o abc do ambiente. É preciso que tenha conhecimento do impacto negativo de uma determinada acção o ambiente”, acrescentou.

Conforme o ambientalista Vladimir Russo, há necessidade de o homem repensar o seu comportamento e papel na natureza, devendo retirar as boas práticas iniciadas nesse período de pandemia, para assegurar o permanente equilíbrio da Terra.

Do seu ponto de vista, apesar da aparente melhoria do homem em termos de abordagem das questões ambientais, nesse período de confinamento social, há ainda um conjunto de problemas que se manifestam e poderão emergir no pós-covid.

Por essa razão, é, pois, chegada a altura de pôr em prática a Agenda Global sobre o Clima, sendo que, no caso de Angola, há necessidades de olhar mais para a questão da  gestão dos resíduos e o fomento da indústria de reciclagem e reutilização do lixo.

Só dessa forma poder-se-á evitar a contaminação do lençol freático e fazer que, parte deste, o lixo, continue a desembocar no mar.

Por sua vez a ambientalista Ilda Quianica, considerou o período de covid-19 como de reflexão quer no ponto de vista social como ambiental, devido a maneira se interage com o meio ambiente.

A especialista avança que a poluição do ar, o abate indiscriminado das árvores, caça furtiva e até mesmo o desrespeito por aqueles que têm o dever de cuidar da natureza compromete  a sustentabilidade do meio ambiente.

Acredita que o pós covid-19 será um período novo, de reflexão e de adopção de novas medidas, para garantir um ambiente equilibrado, como se tem verificado com o regresso de algumas espécies para as zonas de origem.

A ambientalista manifesta preocupação com o facto de o fim do período covid-19 se registar, novamente, um boom nas acções humanas contra o ambiente, causando danos irreparáveis ao ecossistema.

“Antes de qualquer atitude ou acção no pós covid-19, temos agora que aproveitar para começarmos a implementar normas e regras para que as pessoas e empresas cumpram o legislado sobre o meio ambiente”, disse.

Defende a implementação dos planos de gestão de resíduos, recolha selectiva e o modo de educação das pessoas, para a garantia de um meio ambiente saudável.

No seu entender, depois que a pandemia for controlada, os Estados devem evitar o máximo a utilização de gases poluidores e destruidores da camada de ozono, controlar o saneamento básico, as actividades humanas, cumprir com rigor a legislação ambiental.

Ilda Quianica  diz ainda ser necessário a promoção de uma reflexão séria sobre o nível de cumprimento das regras sobre a protecção do meio ambiente, aplicar regras mais duras, fazer cumprir na íntegra o que se pensa sobre o meio ambiente.

A data, criada em 1972 por altura da Assembleia Geral das Nações Unidas, tem por finalidade criar uma postura crítica e activa em relação aos problemas ambientais existentes no planeta.

A criação da data marcou a abertura da Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, conferência essa que ficou conhecida como Conferência de Estocolmo.

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