Falta de investimentos condiciona oferta de água à zona alta do Lobito

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A província de Benguela está sem investimentos em projectos estruturantes no sector das águas desde 2012, o que limita a sua capacidade de captação e oferta do precioso líquido à zona alta do Lobito e sua centralidade, soube hoje a Angop.

Segundo a directora provincial de Infra-estruturas e Serviços Técnicos, Jandira Ribeiro, Benguela usufruiu, a partir 2006, de projectos no âmbito do programa Água para Todos, tendo atingido um nível de abastecimento de cerca de 80 porcento nos municípios do litoral.

Entretanto, com o passar dos anos, a província acolheu muitos cidadãos oriundos de outras zonas e surgiram novas áreas habitacionais, registando-se uma diminuição na oferta de água, justamente porque os investimentos não acompanharam esse crescimento demográfico, referiu.

Relativamente a falta de água na centralidade do Lobito, a responsável disse que a situação resulta de alguma descoordenação por altura da sua construção.

“Havia projectos que o sector da Construção fazia, por exemplo, que não envolviam o sector da Energia e Águas. O ministério do Ordenamento, junto a uma entidade financiadora, trabalhou nos projectos ligados a centralidade, cuidou de questões de infra-estruturas internas de energia e água, mas não se previu a sua ligação à rede”, explicou.

Na mesma senda, disse que só mais tarde o sector da Energia e Águas foi notificado, quando o projecto já estava em curso, daí os constrangimentos actuais.

“A centralidade tem reservatórios para receber água, tem toda infra-estrutura, mas não tem água porque o problema está na captação, na falta de capacidade de adução de água para o projecto habitacional”, enfatizou.

Jandira Ribeiro adiantou, contudo, que já existe um projecto inscrito este ano (2020) no Programa de Investimentos Públicos central, que vai permitir o aumento da captação e tratamento de água e consequentemente a sua distribuição para a zona alta do Lobito e a referida centralidade.

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