Metade dos brasileiros “chumba” administração de Bolsonaro na pandemia

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Metade dos brasileiros reprova a administração do Presidente do país, Jair Bolsonaro, nas ações de combate à pandemia de covid-19, enquanto apenas 27% aprovam, segundo uma sondagem do Instituto Datafolha publicada hoje pelo jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com a pesquisa, realizada na segunda e terça-feira, dias 25 e 26, 50% dos 2.069 entrevistados classificaram a administração do líder de extrema-direita como má ou péssima na gestão da crise sanitária, 22% disseram que era regular, 27% consideraram boa ou excelente e 1% declarou não saber responder.

O Brasil é o país mais afetado pela pandemia na América Latina e o segundo com mais casos de covid-19 no mundo (438.238) e o sexto com mais mortes (26.417).

O pico da curva de contágio no território brasileiro deverá acontecer em julho, portanto, espera-se que os números continuem a crescer exponencialmente nas próximas semanas.

Apesar do avanço da doença, Bolsonaro é um dos governantes mais céticos sobre a gravidade da doença, que ele descreveu como “gripezinha”.

O líder brasileiro rejeitou as medidas de distanciamento social impostas pelos governos regionais para tentar interromper a proliferação do novo coronavírus e exigiu a normalização imediata de todas as atividades económicas inúmeras vezes.

Bolsonaro acredita que a maioria da população será infetada independentemente das medidas de isolamento adotadas e que a fome e o desemprego gerados pela interrupção das atividades económicas podem causar mais mortes no Brasil do que a própria doença.

O chefe de Estado perdeu os seus dois últimos ministros da Saúde devido a divergências sobre a estratégia de combate à pandemia, que até agora se concentrou na autorização para promover o fornecimento de cloroquina, um medicamento sem eficácia cientificamente comprovada para tratar a covid-19, e cujo uso já foi vetada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo o Datafolha, 33% dos brasileiros consideram Bolsonaro como “muito responsável” pelo avanço da pandemia, 20% acreditam que ele é “um pouco responsável” e 45% o isentam de responsabilidade.

As mudanças de gestão do Ministério da Saúde também provocaram uma queda de popularidade deste órgão do Governo brasileiro.

O levantamento mostrou que a taxa de aprovação do Ministério da Saúde e das suas ações para controlar a pandemia caiu de 76% em abril para 55% em maio.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.