Moscovo vai aliviar medidas de contenção a partir de 01 de junho

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O presidente da Câmara de Moscovo anunciou hoje o levantamento, a 01 de junho, de restrições impostas no final de março para travar a pandemia da covid-19, permitindo a reabertura de muitas empresas e, condicionalmente, zonas de passeio pedonais.

“Estamos a propor abrir a 01 de junho não apenas o comércio de produtos alimentares, mas também o comércio não-alimentar”, disse Sergei Sobianine ao Presidente russo, Vladimir Putin, durante uma videoconferência.

Acrescentou que as zonas de passeio pedonais poderão reabrir, mas de maneira controlada, para evitar que demasiada gente se junte nas ruas ao mesmo tempo. Horários de saída serão autorizados por cada edifício na capital.

Os serviços que não requerem contacto humano prolongado, como as lavandarias ou pequenos ateliês de Moscovo, também poderão retomar a atividade.

Sobre os centros comerciais, Sobianine não especificou se os mesmos poderão reabrir, nem se serão impostos limites em termos de número de clientes por loja. Um decreto detalhando essas medidas deve ser publicado dentro das próximas 24 a 48 horas.

“Desde 12 de maio que o número de hospitalizações caiu 40%. Conseguimos evitar um cenário difícil. Estamos a controlar a situação e penso que vai melhorar”, afirmou o autarca, garantindo que quase metade das camas hospitalares reservadas para infetados com o coronavírus estão desocupadas.

Estes anúncios acontecem 24 horas depois do Kremlin ter anunciado uma grande parada militar para 24 de junho, celebrando a vitória sobre a Alemanha nazi, originalmente planeada para 09 de maio, mas cancelada devido à pandemia.

A Rússia registou oficialmente 370.680 casos de coronavírus, incluindo 3.968 mortes.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 350 mil mortos e infetou mais de 5,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num “grande confinamento” que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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