Estado de calamidade é estratégia de adaptação à pandemia — Governo

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil afirmou hoje que o estado de calamidade não significa um afrouxamento da prevenção da covid-19, mas uma estratégia de adaptação que se vai manter por tempo indeterminado.

Adão de Almeida referiu que o estado de calamidade depende da evolução da situação epidemiológica e vai durar por tempo indeterminado, quando for decidido que “o risco de contágio for insignificante”.

O governante realçou que não se trata de “um relaxamento”, mas sim “uma nova estratégia”, por isso vão continuar a trabalhar para prevenir “que não exista contágio massivo”.

“Estas medidas não representam um afrouxamento, nalguns casos há até um reforço das medidas, nalguns casos para melhor regular algumas atividades”, frisou.

O governante avançou que nos últimos 60 dias o país viveu um estado de emergência, no qual foram adotadas várias medidas que incluíam a suspensão de direitos fundamentais.

Segundo Adão de Almeida, foram desenvolvidas várias tarefas no quadro da preparação do país para esta situação.

“Este período serviu para melhorar a nossa capacidade de atendimento e reforço dos recursos médicos e melhorar a capacidade de assistência médica e medicamentosa e materiais de biossegurança”, sublinhou.

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República informou que está praticamente concluído o hospital de campanha e em fase de aquisição mais duas unidades que serão instaladas em duas províncias fora de Luanda.

Adão de Almeida observou também que o estado de emergência serviu para preparar os cidadãos para um novo modo de vida, considerando que se vai conviver com a presença do vírus durante mais algum tempo.

“Feita a avaliação destes 60 dias e considerando as várias nuances, o Presidente da República decidiu hoje não prorrogar o estado de emergência e declara situação de calamidade pública, uma opção norteada por três princípios”, afirmou.

De acordo com Adão de Almeida, houve prudência na análise e decisão, perante a existência do fenómeno e não negligenciando o risco de propagação, sublinhando que a decisão foi tomada “com espírito de responsabilidade”, assumindo que o país ainda está perante uma situação complexa.

O ministro informou que não há reabertura imediata dos serviços, usando-se a estratégia de adaptação, sendo a reavaliação constante.

Um primeiro grupo será reaberto dentro de 15 dias e o segundo 15 dias depois, continuando assim a lógica quinzenal, avançou Adão de Almeida.

Relativamente às fronteiras, Adão de Almeida disse que continuam sujeitas a controlo sanitário, mantendo-se a possibilidade de se obrigar a testagem pré-embarque de cidadãos que queiram entrar em território nacional, bem como com participação em casos de quarentena institucional.

No caso de Luanda, a cerca sanitária continua definida por um período adicional de 15 dias, até 23:59 de 09 de junho.

Passa a existir uma norma que recomenda controlo de temperatura nos principais edifícios públicos e que, havendo risco de transmissão comunitária, as autoridades podem determinar cordão sanitário.

Angola contabiliza um total de 70 casos positivos de covid-19, quatro óbitos, 18 recuperados e 48 casos ativos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 345 mil mortos e infetou mais de 5,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,1 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.