Privatização de segunda fase de unidades industriais em Luanda adiada para 27 de maio

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O Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE) adiou para 27 de maio a privatização das 13 unidades industriais da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, revendo em baixa a perspetiva de encaixe financeiro.

O prazo do concurso público internacional terminava hoje, mas foi adiado para a próxima quarta-feira, com vista a atender às solicitações dos vários investidores que pretendem visitar e obter mais informações sobre os ativos.

“Como o estado de emergência termina na segunda-feira e há pessoas que se encontram fora de Luanda, preferimos fazer um compasso de espera para ver que medidas vão ser tomadas e dar mais algum tempo”, tendo em conta a cerca sanitária imposta nesta província devido à pandemia de covid-19, indicou uma fonte ligada ao processo.

Foi feita também uma reavaliação “em baixa” dos preços de referência dos ativos, que incluem

a Indupackage, ligada ao fabrico de embalagens metálicas, Betonar (pré-fabricados e pré-esforçados de betão), Galvanang (galvanização a quente), Inducarpin (carpintaria), Induplas (sacos de plásticos), Indutive (tintas e vernizes) e Mangotal (torres metálicas).

A lista inclui a Pipeline (tubos de PVC), Telhafel (telhas metálicas), Transplas (acessórios de PVC PE), Vedatela (vedações de arames), Absor (absorventes) e a Saciango (sacos de cimento).

No total, a privatização pode render ao Estado angolano cerca de 71 milhões de dólares (65 milhões de euros), de acordo com os preços de referência de cada unidade.

Este processo sucede-se a um outro, ocorrido entre 28 de Fevereiro e 31 de Maio de 2019, quando o IGAPE colocou à venda um lote de sete unidades industriais da ZEE – Univitro (transformação de vidro), Juntex (de argamassa), Carton (cartonagem), Absor (absorventes), Indugidet (produtos de higiene e detergentes), Coberlen (cobertores) e Saciango (sacos de cimento).

Após apreciação das propostas recebidas, a Comissão de Negociação do IGAPE decidiu adjudicar a Carton, Indugidet, Juntex, Univitro e Coberlan aos concorrentes Angoalissar, Azoria, Ecoindustry e Zeepack, tendo ficado de fora as empresas Absor e Saciango.

As unidades a alienar nestas duas fases fazem parte de um lote de 52 que se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento – 26 totalmente implantadas, 20 semi-acabadas (já com lote vedado, armazém e escritórios) e sete ainda em contentores.

A ZEE é um espaço dotado de benefícios fiscais e vantagens competitivas, uma propriedade do Estado com 21 reservas, sendo sete industriais, seis para agricultura e oito para atividade de exploração mineira.

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