Eriksson garante que Benfica tentou, mas AC Milan era “muito forte” em 1990

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O treinador sueco Sven-Goran Eriksson garantiu à agência Lusa que o Benfica tentou vencer a final da Taça dos Campeões de futebol de 1990, mas lembrou que, então, o AC Milan era uma equipa “muito, muito forte”.

“Defendemos muito bem. Eles não criaram muitas oportunidades, mas, infelizmente, o Rijkaard conseguiu ultrapassar uma vez a nossa defesa e marcou”, lamentou Erikson, recordando a última final dos ‘encarnados’ na principal prova europeia, há 30 anos.

Em 23 de maio de 1990, o médio holandês, que teve uma passagem fugaz por Alvalade em 1987/88, acabando por nunca vestir a camisola do Sporting, resolveu o jogo no Estádio do Prater, em Viena, com um tento aos 67 minutos.

“Eles tinham um meio campo extremamente bom e uma defesa muito compacta. Era muito difícil criar oportunidades de golo contra eles”, afirmou o técnico sueco, agora com 72 anos, acrescentando: “Para ganhar, tínhamos de ter criado mais oportunidades”.

Eriksson, então com 42 anos, conduziu o Benfica ao jogo decisivo da Taça dos Campeões de 1989/90 na segunda passagem pelos ‘encarnados’ (1989/90 a 91/92), depois de, na primeira (1982/83 e 83/84), ter levado a equipa da Luz à final da Taça UEFA.

“O AC Milan era a melhor equipa do Mundo, e não só nesse ano. Basta recordar que tinham o Gullit, o Van Basten e o Rijkaard, três holandeses muito fortes, fantásticos, e mais de metade da seleção italiana”, lembrou, sorrindo, o técnico sueco.

O Benfica não foi, porém, apanhado desprevenido, pois, segundo Eriksson – que chegou à Luz proveniente do Gotemburgo, esteve na Roma e na Fiorentina entre as duas passagens por Portugal, e depois treinou Sampdoria, Lazio, a seleção de Inglaterra ou o Manchester City -, o AC Milan foi estudado ao pormenor.

“Vimos muitos vídeos e observámo-los várias vezes ao vivo. Sabíamos como jogavam, como o [Arrigo] Sacchi os colocava em campo, em ‘4-4-2’ ou ‘4-4-1-1’, como eram compactos, como pressionavam, como defendiam, como atacavam”, contou à Lusa o sueco, acrescentando: “Sabíamos o que tínhamos de fazer, mas saber é uma coisa e conseguir fazê-lo é outra”.

O Benfica acabou derrotado, como em 1962/63, 64/65, 67/68 e 87/88, sofrendo o quinto desaire consecutivo em finais da Taça dos Campeões, depois de se ter sagrado bicampeão europeu, com os triunfos de 1960/61 e 61/62.

“Eu sei que perdemos, mas penso que estivemos ‘ok’. Muitos acusaram-nos de não termos tentado, mas não concordo. Penso que tentámos, mas era muito difícil”, reforçou Eriksson, que, comentando a ausência do ‘capitão’ Veloso, foi claro: “Se queríamos bater os italianos, tínhamos de ter todos os jogadores… e também alguma sorte”.

Depois da presença em Viena, nunca mais o Benfica chegou a uma final da principal prova europeia de clubes, sendo que, na ‘era Champions’, desde 1992/93, não conseguiu mais do que quatro presenças nos ‘quartos’ (1994/95, 2005/06, 2011/12 e 2015/16).

“Se é possível o Benfica voltar? Espero que sim, pois continuo a ser benfiquista. Porque não?”, questionou Eriksson.

A vontade de ver os ‘encarnados’ repetirem o que conseguiram, pela última vez, há 30 anos esbarra, porém, na diferença de poderio financeiro para os ‘gigantes’ europeus.

“A realidade é que é muito difícil. Quando se vê o dinheiro que os cinco ou 10 principais clubes investem para ganhar a competição, tornando-se cada vez mais fortes, parece-me que agora é mais difícil para os clubes portugueses”, finalizou.

Há 30 anos, em 23 de maio de 1990, em Viena, o Benfica disputou pela sétima e última vez a final na Taça dos Campeões, sofrendo o quinto desaire consecutivo, depois dos títulos em 1960/61 e 61/62, ao perder por 1-0 com o AC Milan, que revalidou o título, depois do 4-0 ao Steaua Bucareste em 1988/89.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.