União Africana determinada a reduzir importações

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A comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana, a angolana Josefa Sacko, assegurou que o pelouro que dirige está apostado em reduzir a importação de alimentos em África e investir os recursos economizados em outros sectores.

Falando aos serviços de informação do Banco Mundial, na semana passada, Josefa Sacko considerou que triplicar o comércio intra-africano de ?commodities? agrícolas é um dos alvos da ?Declaração de Malabo?, de 2014, comprometida em desenvolver a agricultura e melhorar a segurança alimentar até 2025.

Admitindo que a importação de alimentos em África é muito alta, a embaixadora espera que com a implementação, em força, da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) o comércio intra-africano de bens e serviços agrícolas aumente.

Sendo a integração regional fundamental para a assistência do Banco Mundial, a União Africana acredita, firmemente, nela, também como alicerce da integração das suas oito comunidades económicas, do continente e, concomitantemente, do sucesso da ZCLCA.

 A comissária declarou que estão a ser igualmente prestados apoios aos Estados-Membros da União Africana, no sentido de desenvolver políticas e estratégias para reduzir, em 50 por cento, as perdas de alimentos pós-colheita até 2025, pois ?mais alimentos economizados significam uma conta menor de importação de alimentos?.

Na entrevista, Josefa Sacko frisou que cerca de 75% da população de África vive em áreas rurais e trabalha, principalmente, no sector agrícola daí a razão de ter que tornar atraentes as áreas rurais, especialmente para os jovens.

 A intenção, disse, é transformar a agricultura de mera fonte de subsistência para um negócio, independentemente da sua dimensão, que as pequenas fazendas sejam mais produtivas, aumentar o valor da produção dos agricultores e promover as indústrias de agro-processamento.

 A responsável acredita que, desta forma, se evitará o êxodo da juventude das áreas rurais para urbanas.

 ?Os pobres nos nossos centros urbanos são principalmente migrantes de áreas rurais que chegam às cidades, mas não têm as habilidades necessárias para encontrar emprego adequado?, aclarou.

 A fim de reter jovens e mulheres empresárias nas áreas rurais, ?estamos a promover a segurança da posse da terra, especialmente para as mulheres, visto que África tem como objectivo registar, pelo menos, 30 porcento da terra pertencentes às mulheres até 2025?, asseverou.

Por outro lado, Josefa Sacko sublinhou que nos próximos anos a UA pretende fortalecer a colaboração e parceria com o Banco Mundial para transformar a agricultura de África, a fim de cumprir com as metas de Malabo, bem como com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

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