Hospital dos subúrbios de Maputo junta-se ao alerta sobre falta de sangue

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O Hospital Provincial da Matola, subúrbios da capital moçambicana, é a mais recente unidade de saúde a alertar para a falta de sangue que se tem registado em serviços de saúde do país desde a eclosão da pandemia de covid-19.

A quantidade de sangue disponível corresponde a cerca de metade dos níveis ideais para atender às atividades cirúrgicas e outras do maior hospital da província de Maputo, disse a responsável pelo laboratório de análises clínicas e banco de sangue, Lúcia Chavo, citada pela Rádio Moçambique.

Atualmente, “não há brigadas”, de recolha de sangue, “só boa vontade de dadores”, mas que no âmbito das medidas de prevenção da pandemia de covid-19 também escasseiam.

O alerta do hospital da Matola surge cerca de um mês depois de o Hospital Central de Maputo Hospital Central de Maputo (HCM), principal unidade de saúde moçambicana, ter anunciado que corre o risco de ficar sem reservas de sangue porque a afluência de dadores diminuiu.

O apelo lançado é dirigido a quem está fora do grupo de risco de doença severa devido ao novo coronavírus, ou seja, a quem tem idade inferior a 70 anos, “para se dirigir ao banco de sangue para dar”, disse na altura Farid Ursi, diretora clínica do HCM.

Segundo descreveu, os principais dadores são alunos, frequentadores de igrejas e outras pessoas que viram as suas rotinas alteradas com as restrições impostas pelo estado de emergência que vigora no país desde 01 de abril.

No caso, a solução passa por recorrer aos familiares mais próximos dos pacientes que necessitam de transfusão, como forma de reposição.

Moçambique tem um total acumulado de 137 casos de infeção pelo novo coronavírus, sem mortes e com 44 pessoas recuperadas.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, admitiu na sexta-feira tomar medidas mais duras no âmbito do estado de emergência para prevenção da covid-19, se persistir o incumprimento de algumas restrições, nomeadamente, se os níveis de circulação interna continuarem altos.

O estado de emergência vigora até ao final de maio.

“Os próximos 15 dias são decisivos para determinarmos qual será a nossa forma de estar depois desta segunda etapa”, disse ainda, garantindo que “ainda não é momento para relaxar as medidas”, concluiu.

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