Mais de 3.700 pessoas em Angola com postos de trabalho extintos e suspensos

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Pelo menos 3.728 pessoas em Angola viram extintos os seus postos de trabalho e suspensos contratos laborais, nos últimos dois meses, pelo facto das empresas apresentarem “graves problemas de tesouraria”, agravados pela covid-19, disse hoje fonte oficial.

Os setores da construção, petróleos, indústria e serviços são os mais afetados.

A situação “preocupante” foi apresentada pela ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social angolana, Teresa Rodrigues Dias, na abertura de um encontro de auscultação com os empregadores que decorreu em Luanda.

Aludindo aos dados estatísticos da Inspeção-Geral do Trabalho dos últimos dois meses, período em que o país se encontra em estado de emergência para conter a propagação da pandemia provocada pelo novo coronavírus, a governante considerou que o número de pessoas afetadas “é considerável”.

Os “reais motivos” sobre as medidas ou decisões dos empregadores constituiu o fundamento básico do encontro, que visou também procurar soluções para travar os despedimentos nesta fase de emergência.

Segundo a governante angolana, a pandemia “lamentavelmente tem refletido negativamente na vitalidade das empresas, na execução de determinadas políticas, como o fomento de emprego”.

“Esta situação motivou o executivo angolano a aprovar, por via do decreto presidencial n.º 98/20, de 09 de abril, as medidas imediatas de alívio dos efeitos económicos e financeiros provocados pela covid-19”, disse.

Num portal do Ministério da Economia e Planeamento (www.alivioeconomico.org) estão determinadas as “medidas de caráter imediato” adotadas pelo Governo angolano em resposta aos efeitos da pandemia nas empresas e famílias.

Para “assegurar o apoio financeiro para a manutenção mínima” dos níveis de atividade das micro, pequenas e médias empresas do setor produtivo, o Governo angolano disponibiliza cerca de 488 mil milhões de kwanzas, conforme noticiou anteriormente a Lusa.

Hoje, Teresa Rodrigues Dias sublinhou que as medidas descritas no decreto presidencial “demonstram, de forma inequívoca, a grande preocupação do titular do poder executivo, para com as empresas que operam no território angolano”.

“Para a garantia da estabilidade económico-financeira, bem como a salvaguarda das relações jurídico-laborais dos nossos concidadãos que, no seu labor, garantem a sustentabilidade das suas famílias”, adiantou.

O encontro de auscultação dirigido pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social em parceria com outros departamentos ministeriais foi uma orientação do ministro de Estado para a Coordenação Económica.

Angola conta já com 48 casos confirmados da covid-19, nomeadamente 32 casos ativos, dois óbitos e 14 recuperados.

O país cumpre a terceira prorrogação do estado do estado de emergência que estende até 25 de maio.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 302 mil mortos e infetou quase 4,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios. 

Mais de 1,5 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.