Saúde define estratégia para reduzir mortes por malária após registo de 101 mil casos no primeiro trimestre

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O sector de saúde na província da Huíla prevê potenciar as brigadas municipais de luta anti-vectorial, os laboratórios e acabar com locais propensos a criação de mosquitos para combater o surto de malária.

A província registou, só no primeiro trimestre deste ano, 101 mil e 224 casos de malária que resultaram em 461 óbitos.

Tal situação criou alerta às autoridades que convocaram, imediatamente, um encontro provincial, terça-feira, para definir estratégias e travar a marcha da epidemia.

Em entrevista à Angop, hoje, quarta-feira, a directora provincial da saúde, Luciana Guimarães, afirmou estar em curso um programa de reforço em fármacos às unidades municipais, aquisição de biolarvicida para fumigação e tratamento de criadouros do insecto.

Desenvolvem-se ainda acções como a actuação em blocos das brigadas de luta anti-vectorial para aumentar o impacto e obter melhores resultados.

Fez saber que o gabinete está igualmente a promover formações regionalizadas de médicos e enfermeiros em matéria de manuseio da malária simples e grave, capacitar técnicos de laboratórios em microscopia seriada da malária, assim como garantir medicamentos em quantidade, de acordo com o perfil epidemiológico de cada município.

Informou que o gabinete da saúde está a equipar os laboratórios com meios tecnológicos e reagentes para o diagnóstico de qualidade, bem como impor o cumprimento escrupuloso do protocolo nacional de tratamento da malária para melhorar a gestão de casos.

Luciana Guimarães frisou que a estratégia passa também por massificar o rastreio nutricional à volta das unidades satélites, formação em triagem nutricional na comunidade, monitorar a tendência das doenças respiratórias e quebrar a cadeia de contágio e controlar o foco da doença.

Com a excepção de Gambos, Humpata e Chibia (zona verde), assim como o Lubango (zona amarela) todos os restantes municípios são de zonas vermelhas quanto a prevalência da malária.

Estão actualmente mapeadas três zonas específicas, nomeadamente a região hipo endémica, que compreende os municípios dos Gambos, Chibia e Humpata; zona mezo endémica (Lubango, Cacula, Quilenfgues, Caluquembe e Caconda) e hiper endémica (Quipungo, Chicomba, Matala, Cuvango, Jamba e Chipindo).

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.