Rússia regista mais de 10 mil novos casos pelo terceiro dia consecutivo

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A Rússia registou hoje, pelo terceiro dia consecutivo, mais de 10.000 casos de covid-19, elevando o número total de pessoas diagnosticadas com a doença acima das 155.000, informaram as autoridades de saúde do país.

Nas últimas 24 horas, foram registados 10.102 novos casos de covid-19 e 95 mortes causadas pela infeção, o que significa que, desde o início da pandemia, o total de vítimas confirmadas no país soma 155.370, de acordo com o relatório diário publicado na página do Governo stopkoronavirus.rf

O número de óbitos total é de 1.451.

A capital russa, com 80.115 casos confirmados e 816 mortes, é o principal foco infeccioso do país, seguido pelo município de Moscovo, com 15.761 infeções e 127 mortes.

O presidente da câmara de Moscovo, Sergey Sobianin, alertou que estudos e modelos matemáticos indicam que cerca de 2% da população do município, cerca de 250.000 pessoas, está infetada com o novo coronavírus.

Segundo Sobianin, medidas restritivas, como o “autoisolamento”, como as autoridades russas chamam ao confinamento, ou o sistema de passes eletrónicos que permitem, a quem os tem, circular pela cidade, não serão levantadas até que a pandemia desapareça.

Os habitantes de Moscovo cumprem, em geral, as disposições da câmara municipal, que já anunciou que, nos próximos dias, irá obrigar os utentes do metropolitano a usar máscaras, que podem ser compradas nas bilheteiras das estações.

A Praça Vermelha parecia absolutamente deserta esta manhã, tal como quase todo o centro de Moscovo, segundo descreve a agência espanhola de notícias Efe.

A Praça Pushkin, um dos pontos de encontro favoritos dos habitantes de Moscovo, também estava vazia, assim como as avenidas vizinhas, onde apenas alguns trabalhadores municipais trabalhavam na limpeza.

 Nas estações do metropolitano, a atmosfera era, segundo a mesma fonte, um pouco mais animada, apesar do número restrito de passageiros, obrigatório durante a crise sanitária, muitos deles com máscaras e luvas e em distanciamento social de mais de um metro e meio.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que vai reunir-se com o Governo para estudar uma possível redução das restrições impostas para conter a propagação da pandemia.

Embora o confinamento tenha servido para reduzir os contágios, também levou a um aumento considerável da violência doméstica.

“De acordo com dados de organizações não governamentais, o número de vítimas de violência doméstica aumentou, desde 10 de abril, duas vezes e meia”, afirmou hoje a defensora dos direitos humanos Tatiana Moskalkova, em entrevista à agência RIA-Novosti.

Moskalkova propôs isentar as mulheres vítimas de violência de género do passe eletrónico para que possam ir aos centros de acolhimento ou registar as respetivas queixas.

 Desde que foi detetada na China, em dezembro passado, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 250 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios. segundo um balanço da agência de notícias AFP.

Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

Os Estados Unidos são o país com mais mortos (68.689) e mais casos de infeção confirmados (quase 1,2 milhões).

Seguem-se Itália (29.079 mortos, quase 212 mil casos), Reino Unido (28.734 mortos, mais de 190 mil casos), Espanha (25.613 mortos, mais de 219 mil casos) e França (25.201 mortos, mais de 169 mil casos).

Por regiões, a Europa soma cerca de 145 mil mortos (mais de 1,5 milhões de casos), Estados Unidos e Canadá mais de 72 mil mortos (mais de 1,2 milhões de casos), América Latina e Caribe quase 14 mil mortos (mais de 261 mil casos), Ásia mais de 9.200 mortos (mais de 246 mil casos), Médio Oriente cerca de 7.000 mortos (mais de 186 mil casos), África mais de 1.800 mortos (mais de 47 mil casos) e Oceânia 123 mortos (mais de 8.100 casos).

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