Gestores de órgãos de comunicação alertam para possíveis despedimentos

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Gestores de órgãos de comunicação social privados referiram hoje que um apoio institucional pode “travar despedimentos e encerramento de empresas”, após um encontro com o ministro do setor.

“Acho que é um princípio e estamos expectantes de resultados, no fundo o apoio (financeiro) que solicitamos é no cumprimento da Lei de Imprensa, foi dentro desse espírito”, afirmou hoje à Lusa a diretora da rádio Luanda Antena Comercial (LAC), Maria Luísa Fançony, no final de encontro.

Segundo a mesma fonte, o encontro com o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, “foi importante e necessário”.

O ministro, o Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) e os gestores dos órgãos privados abordaram hoje as dificuldades de tesouraria do setor.

Manutenção dos empregos e do funcionamento dos órgãos privados, com dificuldades para pagar salários, sobretudo nos últimos meses, devido à queda do pacote publicitário por conta da pandemia, são as principais preocupações dos jornalistas.

A diretora da LAC realçou que saiu do encontro “crente em dias melhores” para o setor, porque, frisou, “realmente a situação não é nada boa e se não houver esse apoio institucional, haverá despedimentos”.

“E eventualmente algum órgão poderá fechar e isso não é bom para a nossa democracia”, notou.

Por seu lado, o presidente do conselho de administração da televisão angolana TVZimbo, Guilherme Galiano, também aplaudiu o encontro, referindo que apesar do período difícil, os gestores do setor também querer fazer “parte integrante na ajuda à resolução dos problemas”.

“Estamos a bater-nos por isso, todos nós queremos dias melhores, não só para a comunicação, mas para a nossa terra”, disse.

Angola está em período de estado de emergência, que se estende até 10 de maio.

O país conta já com 27 casos confirmados da covid-19, entre os quais 18 casos ativos, dois óbitos e sete recuperados.

O número de mortes provocadas pela covid-19 em África subiu para 1.589 nas últimas horas, com quase 37 mil casos da doença registados em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 227 mil mortos e infetou quase 3,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Cerca de 908 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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