Bolsonaro diz que vai recorrer da decisão que suspende nomeação de novo diretor da polícia

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, afirmou na quarta-feira que vai recorrer da decisão de um juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu provisoriamente a nomeação de Alexandre Ramagem para diretor-geral da Polícia Federal.

“Eu quero o Ramagem lá [chefia da Polícia Federal]. É uma ingerência, não é? Vamos fazer tudo para colocar o Ramagem. (…) É dever dela [Advocacia-Geral da União] recorrer. Quem manda sou eu”, declarou Bolsonaro à saída do Palácio da Alvorada, a sua residência oficial, em Brasília, citado pela imprensa local.

Na tarde de quarta-feira, a Advocacia-Geral da União – instituição que representa judicial e extrajudicialmente o Estado brasileiro – enviou um comunicado às redações indicando que não iria recorrer da decisão do juiz Alexandre de Moraes.

Alexandre Ramagem é delegado da Polícia Federal desde 2005 e já ocupou diversos cargos dentro da corporação. Em 2018, assumiu a coordenação de segurança da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, tornando-se seu amigo próximo e dos seus filhos.

O homem da confiança de Bolsonaro foi proposto para o cargo na terça-feira. Contudo, a sua nomeação foi revogada pelo chefe de Estado, após o magistrado ter decretado a sua suspensão provisória, avaliando que a indicação resultava de uma “inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e do interesse público”.

A decisão foi tomada após uma ação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que tentou impedir a nomeação de Alexandre Ramagem com base em informações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que declarou publicamente que Bolsonaro despediu o antigo chefe da Polícia Federal Maurício Valeixo para interferir politicamente nas investigações realizadas pela corporação.

Na tarde de quarta-feira, na cerimónia de tomada de posse do novo ministro da Justiça do Brasil, André Mendonça, o chefe de Estado aproveitou a ocasião para garantir que vai insistir no nome de Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal.

O chefe de Estado leu o artigo da Constituição brasileira que diz que os poderes executivo, legislativo e judiciário são “independentes e harmónicos entre si”.

“Respeito o poder judiciário, respeito as suas decisões, mas nós, com toda a certeza, antes de tudo, respeitamos a Constituição. (…) Assim me comporto e dirijo esta nação. Não posso admitir que ninguém ouse desrespeitar ou tente desbotar [desvirtuar] a nossa Constituição”, frisou o chefe de Estado.

Bolsonaro referiu-se ainda a Alexandre Ramagem como um “homem honrado” e disse que brevemente a sua nomeação para a direção da Polícia Federal vai concretizar-se.

“O senhor Ramagem que tomaria posse hoje foi impedido por uma decisão monocrática de um ministro do STF. (…) Creio que essa é uma missão honrada para o senhor Ramagem e eu gostaria de honrá-lo no dia de hoje, dando-lhe posse como diretor-geral da Polícia Federal. Eu tenho certeza de que esse sonho meu – mais dele – brevemente se concretizará para o bem da nossa polícia e do nosso Brasil”, afirmou o Presidente.

Pouco depois de Bolsonaro ter contrariado a posição da Advocacia-Geral da União, José Levi, o novo responsável pelo órgão, reafirmou à imprensa, em Brasília, que não recorrerá: “Já foi dito que não haverá recurso”.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on pinterest
Share on email

Designed by nzaylakasesa,lda.