Trabalhadores dos setores petrolífero e mineiro autorizados a voar para Luanda

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Os voos domésticos, comerciais ou particulares estão autorizados para todo o território angolano, com exceção da província de Luanda, onde há permissão apenas para o transporte de trabalhadores afetos às atividades petrolífera e mineira.

A decisão, publicada hoje em Diário da República, decorre da Prorrogação das Medidas de Exceção e Temporárias do Setor dos Transportes para a Prevenção e Controlo da Propagação da Pandemia Covid-19, doença que já registou em Angola 27 casos positivos, dos quais dois óbitos e sete curados.

O novo período do estado de emergência, o terceiro desde 27 de março, teve início em 26 de abril e contempla um alívio nas restrições à circulação com o levantamento da cerca sanitária em todo o país, exceto na província de Luanda, onde se concentram os 27 casos de infeção pelo novo coronavírus identificados até ao momento.

O diploma determina que as aeronaves das companhias aéreas que tenham base operacional na província de Luanda apenas podem descolar com a tripulação e sem passageiros, aplicando-se a mesma regra no retorno à capital angolana.

Os serviços de transporte aéreo são autorizados para mercadorias e cargas, nos voos domésticos, regionais e internacionais, e para passageiros de caráter humanitário, de emergência ou oficial, nos voos domésticos, regionais e internacionais, excetuando-se o transporte de passageiros de apoio às atividades petrolífera e mineira.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 215 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 840 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

O número de mortes provocadas pela covid-19 em África subiu para 1.521 nas últimas horas, com quase 35 mil casos da doença registados em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, Guiné Equatorial lidera em número de infeções (315) e uma morte, seguido de Cabo Verde (113 e uma morte), Moçambique (76), Guiné-Bissau (78 e uma morte), Angola (27 infetados e dois mortos) e São Tomé e Príncipe tem 11 casos confirmados.

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