PAIGC reuniu-se com PR guineense disposto a dialogar no âmbito das recomendações da CEDEAO

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O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) reuniu-se hoje com o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, para discutir a situação política no país, disposto a dialogar segundo as orientações da organização sub-regional africana.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reconheceu a semana passada Umaro Sissoco Embaló como vencedor das eleições presidenciais da Guiné-Bissau e recomendou a formação de um Governo, que respeite os resultados das eleições legislativas, até 22 de maio.

“Nós participaremos nos trabalhos para a busca de uma solução para a governação”, afirmou a vice-presidente do partido, Odete Semedo, atendendo a que a CEDEAO afirma que há um vencedor das legislativas e que quer um novo Governo.

O PAIGC venceu as legislativas de 10 de março na Guiné-Bissau, sem maioria, e formou Governo com base numa coligação de incidência parlamentar com a União para a Mudança, Partido da Nova Democracia e a Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), obtendo a maioria dos deputados na Assembleia Nacional Popular.

“A ideia do PAIGC é participar e esperar que lhe seja dada oportunidade de formar um Governo”, salientou Odete Semedo.

Nas declarações aos jornalistas, a vice-presidente do PAIGC disse também que “é de todo o interesse” do partido “ser parte da solução dos problemas da Guiné-Bissau, tendo em conta que é o vencedor das legislativas e que já tinha formado um Governo e um programa aprovado pela maioria dos deputados” do parlamento.

A Guiné-Bissau tem vivido desde o início do ano mais um período de crise política, depois de Sissoco Embaló, dado como vencedor das eleições pela Comissão Nacional de Eleições, se ter autoproclamado Presidente do país, apesar de decorrer no Supremo Tribunal de Justiça um recurso de contencioso eleitoral apresentado pela candidatura de Domingos Simões Pereira.

Simões Pereira, líder do PAIGC, não aceitou a derrota na segunda volta das presidenciais de dezembro e considerou que o reconhecimento da vitória do seu adversário é “o fim da tolerância zero aos golpes de Estado” por parte da CEDEAO.

Umaro Sissoco Embaló demitiu o Governo do primeiro-ministro Aristides Gomes (PAIGC), que mantém o apoio da maioria no parlamento da Guiné-Bissau, e nomeou outro liderado por Nuno Nabian, tendo considerado na semana passada que esta nomeação respeita a Constituição do país.

O Supremo Tribunal de Justiça remeteu uma posição sobre o contencioso eleitoral para quando forem ultrapassadas as circunstâncias que determinaram o estado de emergência no país, declarado no âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Num comunicado, divulgado na terça-feira, a comissão permanente do PAIGC considerou que a CEDEAO reconheceu como Presidente do país quem assaltou o poder com o apoio de uma franja das forças armadas e que os acontecimentos registados foram “de facto um golpe de Estado”.

“Um golpe de Estado que pretendeu travar e sentenciar um contencioso eleitoral em curso no Supremo Tribunal de Justiça, mas que, na verdade, visou encobrir objetivos mais cruéis e hediondos”, salientou.

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