Moçambique enfrenta recessão de 2,4% este ano – consultora Economist Intelligence Unit

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A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) antecipa uma recessão de 2,4% em Moçambique este ano devido ao impacto da pandemia da covid-19, abrandamento na produção de carvão e seca, que prejudica a agricultura.

“A produção de carvão vai cair devido à descida da procura por causa do novo coronavírus, o que alarga a duração do fecho das minas; a agricultura vai continuar fraca, já que muitas partes do país continuam em situação de seca, por isso prevemos que a economia registe uma contração de 2,4% este ano”, lê-se numa nota dos peritos da unidade de análise da revista britânica The Economist.

Na nota, enviada aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas escrevem que “a economia vai recuperar gradualmente em 2021 e 2022, com o PIB a acelerar para um crescimento médio de 4,3%, sendo a indústria do gás o principal motor da expansão económica”.

O início da produção no Coral em 2023 vai dar “um impulso direto ao PIB que crescerá 7,8% em 2023 e 9% em 2024”, estimam os analistas, que acrescentam que “a produção de gás liquefeito natural vai dar um contribuição ainda maior depois de todos os locais estarem em produção, no final do nosso período de previsão, que vai de 2020 a 2024”.

Moçambique, lembram os analistas, “tem estado basicamente arredada dos mercados internacionais de capital desde 2016 quando a dívida secreta, mas garantida pelo Estado, e contraída ilegalmente por empresas estatais foi revelada”.

Apesar de os credores terem aceitado uma reestruturação dos 727,5 milhões de dólares (671 milhões de euros) em títulos de dívida soberana em setembro do ano passado, “os dois empréstimos que as empresas públicas contraíram, no total de 1,1 mil milhões de dólares [cerca de mil milhões de euros] mantêm-se em ‘default’, por isso as relações com os doadores não têm sido fáceis e o financiamento tem sido um desafio”, apontam os analistas da Economist.

Ainda que esse problema esteja em litígio judicial, “a gestão das consequências económicas do surto da covid-19 vai dominar as opções políticas do Governo este ano, com as restrições às viagens dentro do país e as medidas de isolamento a centrarem as atenções” do executivo, prevê a EIU.

“Isto vai prejudicar seriamente a atividade económica”, alertam, lembrando que o país está ainda a recuperar dos ciclones Idai e Kenneth, no ano passado, e do corte de financiamento internacional por parte dos doadores.

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